Último dia na TV: Flávio pede voto de confiança e Lula diz que 4º governo será 'o mais importante'
Propaganda eleitoral gratuita termina nesta quinta-feira, 1º; se houver segundo turno para presidente ou governador, ela será retomada em 9 de outubro
No último dia de propaganda eleitoral, Lula afirmou que esta é sua última eleição, prometeu que o quarto mandato será o mais importante, defendeu propostas sociais e atacou Flávio Bolsonaro, ligando-o às bets. Já Flávio adotou um tom de esperança, citou a crise do custo de vida e pediu um "voto de confiança" contra o "velho sistema", sem atacar Lula diretamente. Atrás nas pesquisas, Augusto Cury e Ronaldo Caiado criticaram a polarização e rejeitaram a tese do voto útil no primeiro turno.
No encerramento da propaganda eleitoral no rádio e na TV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que esta é a sua última eleição e prometeu que o seu quarto governo "será o mais importante de todos". Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao eleitor um "voto de confiança".
A propaganda eleitoral no rádio e na TV termina nesta quinta-feira, 1º, a três dias do primeiro turno. Lula, que tem a maior fatia do horário - 5 minutos e 31 segundos por dia -, abriu sua última inserção repudiando o que chamou de ataque de Flávio à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na semana passada, o senador afirmou que "gente de dentro da CNBB" ajudou o PT a disseminar a notícia falsa de que ele pretende retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.
O petista também aproveitou o espaço para destacar medidas de seu governo, como a isenção no imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil e a taxação dos super-ricos, e defendeu propostas para um eventual novo mandato, entre elas o fim da escala 6x1 e a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica.
Lula voltou ainda a explorar a decisão do governo de proibir as bets no País. O programa exibiu declarações do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, durante o governo Jair Bolsonaro, e de Flávio em defesa de resorts integrados a cassinos. "Será que Flávio Bolsonaro está ao lado das bets ou da sua família?", questiona a propaganda petista, que associa as apostas ao endividamento das famílias.
No final, o presidente pregou que "mudar não é voltar para trás" e disse que esta será sua última eleição. "E o meu último governo será o mais importante de todos."
Enquanto Lula apostou em críticas ao adversário e defesa de propostas, Flávio optou por encerrar a propaganda eleitoral com uma mensagem de "esperança".
O senador diz que percorreu o País e sentiu de perto as dores dos brasileiros. Contou ter visto a "aflição que todo mundo hoje tem de não conseguir encher o carrinho" do supermercado, mas também a "vontade de lutar" da população.
Flávio não fez menção direta a Lula no programa; restringiu-se a dizer que "a escolha é clara": "ou o Brasil vence, ou eles derrotam o Brasil".
A peça do PL exibiu imagens de atos da campanha e de Flávio com apoiadores, além de registros do candidato ao lado da mulher, Fernanda, e de aliados estratégicos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
O candidato do PL afirma no programa que sua "missão de vida" é mudar "esse velho sistema que funciona só para ele" e encerra dizendo amar "o seu País" e pedindo ao eleitor um "voto de confiança" para "cuidar do Brasil".
O escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que aparecem atrás nas pesquisas, usaram o último dia de horário eleitoral para criticar a polarização entre o presidente e o senador.
Cury afirmou que é preciso dar um fim ao "disco arranhado" e defendeu que "o Brasil precisa de novas ideias". Já Caiado destacou os índices de aprovação de sua administração e as ações de combate ao crime organizado e fez um apelo contra o voto útil no primeiro turno: "No primeiro turno, você não precisa votar contra este ou contra aquele. A gente tem que ter coragem de votar a favor do que a gente acredita."
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