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Política

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TSE reforça que empresa citada por Flávio nunca produziu urnas para eleição brasileira

Jair Bolsonaro, pai de Flávio, já foi condenado à inelegibilidade pelo TSE por disseminar informações falsas sobre as urnas

22 jul 2026 - 14h04
(atualizado às 14h13)
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Resumo
O TSE esclareceu que a empresa Smartmatic nunca forneceu ou programou urnas para eleições no Brasil, contrariando declarações de Flávio Bolsonaro, que replicou desinformações já desmentidas anteriormente pela Corte.
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da república
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da república
Foto: AFP via Getty Images / BBC News Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou que a Smartmatic, empresa citada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como fornecedora de urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, nunca vendeu aparelhos do tipo para o País. A Corte ainda não se manifestou sobre as críticas feitas por Flávio às urnas na terça-feira, 21, em uma reunião com embaixadores revelada pelo Broadcast Político.

Quando questionado sobre o caso, o TSE enviou matéria de 2020 que nega o uso de aparelhos da Smartmatic nas eleições brasileiras. "Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras", diz o texto.

A reunião de Flávio com embaixadores ocorreu na última terça-feira, 21, em Brasília. Em seu discurso, ele citou suspeitas de fraude em urnas fabricadas pela Smartmatic, de origem venezuelana, e replicou desinformação já desmentida em várias ocasiões pelo TSE. "Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", afirmou o senador.

"Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia", disse.

Flávio Bolsonaro cita dado já desmentido pelo TSE sobre urnas eletrônicas em evento com embaixadores:

Representantes das embaixadas no Brasil dos Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido - além de outros 35 países - estavam presentes no evento.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, já foi condenado à inelegibilidade pelo TSE por usar a máquina pública para disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores em 2022.

Estadão
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