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Política

TSE forma maioria para condenar Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro

O político renunciou ao governo do RJ na última segunda-feira, 23

24 mar 2026 - 21h16
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O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro.
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formaram maioria nesta terça-feira, 24, para condenar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que renunciou ao cargo na última segunda-feira, 23. O político é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando foi reeleito.

Mesmo com a renúncia, o julgamento continuou na Corte Eleitoral. A condenação pode resultar na cassação do mandato e inegibilidade de Castro pelos próximos oito anos.

Votaram a favor da condenação de Cláudio Castro os ministros Estela Aranha, Antônio Carlos Ferreira, Cármen Lúcia e Floriano de Azevedo Marques. Nunes Marques foi o único ministro a votar contra a condenação.

O caso teve início ainda em 2022 na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro. O Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo, adversário de Castro na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, entraram com ações de investigação eleitoral.

Cláudio Castro e o vice, Thiago Pampolha, são acusados de abuso de poder político, econômico, o que envolve irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral.

Segundo a acusação, a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para a contratação de cabos eleitorais com recursos do governo estadual durante a campanha. O ex-governador também é acusado de ter mantido uma folha de pagamento secreta para 18 mil pessoas contratadas sem concurso público.

Castro e Pampolha foram julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio em 2024 e foram absolvidos. O MP Eleitoral e a coligação de Freixo recorreram ao TSE, e o julgamento teve início antes da renúncia do ex-governador.

Fonte: Portal Terra
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