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Política

TCU dá 15 dias para STF, STJ e TST repassarem informações sobre salas VIP em aeroporto

Tribunais superiores terão que enviar contratos, justificativas técnicas e estudos sobre benefício no terminal de Brasília

25 fev 2026 - 20h03
(atualizado às 20h51)
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BRASÍLIA E SÃO PAULO - O Tribunal de Contas da União (TCU) definiu nesta quarta-feira, 25, um prazo de 15 dias para que Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal Superior do Trabalho (TST) encaminhem documentos ou esclarecimentos relacionados a contratos para acesso a salas exclusivas no Aeroporto Internacional de Brasília.

Como mostrou o Estadão, os três tribunais, somados, preveem nos contratos gastar mais de R$ 1,6 milhão por ano para manter o benefício.

Fachada do TCU: tribunal deu prazo para STF, STJ e TST explicarem contratos sobre áreas VIP em aeroporto
Fachada do TCU: tribunal deu prazo para STF, STJ e TST explicarem contratos sobre áreas VIP em aeroporto
Foto: Marcos Oliveira/Agencia Senado / Estadão

Foram solicitadas, por exemplo, cópias dos contratos vigentes, expirados e correlatos à contratação de salas VIP, além de justificativas técnicas, modalidades de contratação e fundamentos legais. Também foram pedidos estudos de viabilidade e comparativos de alternativas a essas contratações.

Procurados, os tribunais ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.

O caso foi apreciado após o Congresso Nacional requerer auditoria nos contratos firmados pelo STF, STJ e TST para acesso a salas exclusivas no Aeroporto de Brasília. Nesta quarta-feira, não houve avaliação de mérito da questão. A diligência vai subsidiar uma eventual análise conclusiva.

Em um parecer enviado ao TCU no ano passado, o subprocurador-geral do Ministério Público junto à Corte, Lucas Furtado, questionou a legalidade e o interesse público desses gastos dos tribunais. O MPTCU afirma que não existem estudos técnicos que comprovem a necessidade dessas salas VIPs e de outros serviços exclusivos.

Em abril do ano passado, o TST fechou um contrato de R$ 1,5 milhão para reformar e ter acesso a uma sala VIP no Aeroporto de Brasília.

O Estadão revelou que o contrato faz parte de um movimento iniciado anos antes pelo STJ e pelo STF para que seus membros desfrutem, além do ambiente privativo, de serviços exclusivos e regalias ao embarcarem para seus compromissos.

Além do acesso à sala VIP, com direito a atendente exclusivo, os acordos incluem transporte executivo entre o portão de embarque e a aeronave, a fim de evitar encontros com "pessoas mal-intencionadas ou inconvenientes", conforme justificativa do TST. Os contratos também preveem serviço de recepção e estacionamento privativo.

No caso do TST, o contrato previa ainda uma obra no aeroporto para que o local antes ocupado por um spa se transformasse em uma sala VIP com acomodações em granito e banheiros exclusivos. O projeto previa um espaço de 44 metros quadrados, e o aluguel custa R$ 30 mil mensais ao TST, além de outros R$ 2,6 mil por mês destinados ao rateio das despesas.

Estadão
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