Tarcísio critica o STF e a 'tirania de Moraes' em ato por anistia para Bolsonaro na Avenida Paulista
Junto com outros políticos, governador de São Paulo diz que não aceitará que um ditador 'paute o que devemos fazer', em referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes
Manifestantes ocuparam parte da Avenida Paulista, em São Paulo, para defenderem, mais uma vez o projeto de anistia que poderá beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na trama golpista. Políticos que participaram do ato, na tarde deste domingo, 7, atacaram o ministro do STF Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e cobraram que o projeto de perdão seja votado imediatamente pelo Congresso Nacional.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não vai aceitar a "ditadura de um poder sobre o outro", em uma crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. "Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes", acrescentou o chefe do Executivo Paulista.
O ato bolsonarista em Copacabana, no Rio, começou às 11 horas. Alguns apoiadores do ex-presidente carregavam faixas com críticas contra o STF e o presidente Lula: "Fim da ditadura do STF"; "Senadores omissos, + moral e - moraes"; "anistia já"; "fora Moraes"; e "fora Lula". Aliados de Bolsonaro carregaram, em meio a bandeiras do Brasil, bandeiras dos Estados Unidos. O ato foi encerrado por volta das 13h.
Durante discurso na orla carioca, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se dirigiu diretamente aos presidentes da Câmara e do Senado e afirmou que "não existe meia anistia" e que a oposição "não vai admitir" uma anistia que não atenda o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Anistia não é sobre pessoas, é sobre fatos. Não dá para anistiar a Débora do Batom sem anistiar Bolsonaro", afirmou, durante o ato em Copacabana.
A deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) reproduziu durante o ato no Rio um áudio atribuído à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em que ela classificou o julgamento do ex-presidente como uma "grande peça teatral, com enredo de perseguição e ilegalidades".
Parlamentares do PL participaram das mobilizações em seus redutos eleitorais e são esperados na Paulista na tarde deste domingo. Entre eles estão nomes como dos deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). O senador Rogério Marinho (PL-RN) também confirmou presença em São Paulo.
Os deputados federais paulistas Paulo Bilynskyj (PL-SP) e o pastor Marco Feliciano (PL-SP), o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) assim como outras lideranças locais, como o prefeito e o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e Coronel Mello Araújo (PL), e os vereadores Adrilles Jorge (União Brasil) e Zoe Martínez (PL), subirão no trio elétrico. Também é esperada a presença do ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten.