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Stédile faz convocação para protesto contra impeachment

Líder do MST afirmou que a elite não aceita o resultado da eleição e tenta implantar projeto neoliberal

12 mar 2015
16h23
atualizado às 17h21
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Um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile fez um vídeo para convocar as pessoas a participarem do protesto que acontecerá na sexta-feira (13), em diversas cidade do País, em defesa da Petrobras e contrário ao pedido de impeachment de Dilma. Em sua fala, ele disse que o protesto é contra o "programa de ajuste neoliberal" que a burguesia pressiona Dilma Rousseff para ser implantado.

<p> João Pedro Stedile defendeu a reforma política para combater a corrupção</p>
João Pedro Stedile defendeu a reforma política para combater a corrupção
Foto: Facebook / Reprodução

A manifestação busca fazer um contraponto com os protestos agendados para o domingo (15), que pede o impeachment de Dilma. "Eles se articularam com o poder econômico, com o Congresso e, agora, com a imprensa e querem criar o cenário de instabilidade política para que o governo se sinta acuado e implante o programa de ajuste neoliberal que é a pauta deles”, disse Stédile.

O líder do MST também afirmou que alguns setores não aceitaram a derrota nas urnas na última eleição. “O Brasil vive uma  grave crise política. Essa crise política é decorrente da articulação das elites brasileiras que não aceitaram o resultado do segundo turno”.

Para ele, por trás dos protestos contra Dilma e ataques a Petrobras está a tentativa de privatizar o pré-sal. "A burguesia está usando o problema concreto da corrupção na Petrobras pra botar a mão no pré-sal", falou Stédile, que defendeu a reforma política como caminho para combater a corrupção. "A corrupção desse País só se resolve com uma reforma política profunda que mude as regras, que acabe com o financiamento privado das campanhas“.

 

 

 

 

Fonte: Terra
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