Sem voto de Dino, placar fica 4 a 3 contra questão de ordem de Gilmar no STF
O STF suspendeu o julgamento sobre a questão de ordem de Gilmar Mendes, que pedia a redistribuição da relatoria e a análise conjunta de investigações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. O placar estava em 4 a 3 para rejeitar o pedido — com votos contrários de Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia —, mas a sessão foi paralisada após pedido de vista de Flávio Dino, cujo voto a favor do decano não foi contabilizado, abrindo caminho para um provável empate em até 90 dias.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou placar de 4 a 3 para negar a questão de ordem apresentada pelo decano, Gilmar Mendes. O ministro propôs que a abertura de investigação de Alexandre de Moraes seja analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça - caso que está pautado para a próxima semana.
Na questão de ordem, Gilmar também propôs que a relatoria do caso seja redistribuída para outro ministro. Ele considerou que o presidente da Corte, Edson Fachin, não poderia ter avocado para si o processo, que estava sob responsabilidade de Mendonça.
Votaram a favor da questão de ordem os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Foram contrários os ministros Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Dino já havia acompanhado Gilmar na questão de ordem, mas seu voto não foi contabilizado porque ele pediu vista. Portanto, o placar está se encaminhando para um empate.
Como houve pedido de vista, o julgamento foi suspenso. Na sessão desta terça, os ministros se concentraram na análise preliminar da questão de ordem e não chegaram a analisar o mérito. Dino tem até 90 dias para devolver o processo para julgamento.
As declarações ocorreram nesta terça-feira, 15, durante julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a petição que aponta supostas mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.