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RJ: reunião tenta definir desocupação da Câmara de Vereadores

12 ago 2013
09h16
atualizado às 12h39
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A ocupação da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro continua na manhã desta segunda-feira à espera de uma reunião entre os parlamentares para tentar um acordo de desocupação do plenário, onde 13 jovens seguem protestando contra a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos ônibus, que tem três membros ligados ao prefeito Eduardo Paes (PMDB) e que foram contra a instalação da investigação.

Os ativistas pedem para que seja anulada a sessão que aprovou a composição e que novos membros sejam escolhidos com a participação apenas de parlamentares que apoiam a CPI
Os ativistas pedem para que seja anulada a sessão que aprovou a composição e que novos membros sejam escolhidos com a participação apenas de parlamentares que apoiam a CPI
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

A reunião está marcada para esta manhã, mas ainda não tem hora para acontecer e deve ser comandada pelo presidente da Câmara, vereador Jorge Felipe, também do PMDB. A luz e a água que haviam sido cortadas foram religadas. Apenas na noite de ontem é que advogados conseguiram levar cobertores aos 13 manifestantes, que dormiram no chão da Casa. Um deles está com suspeita de pneumonia e teve que ser atendido por uma ambulância do Samu, mas preferiu seguir dentro da Câmara. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

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Jovens ocuparam também a calçada da Câmara do Rio, e montaram barracas para passar a noite
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Colaborou com esta notícia o internauta José Carlos Pereira de Carvalho, do Rio de Janeiro (RJ), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

Fonte: Terra
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