Republicanos suspende filiação de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba
Prefeito é acusado de violar estatuto da sigla por declarar apoio à pré-candidatura da mulher, que concorre por outra legenda; procurado, Manga não respondeu
O Conselho de Ética do Republicanos suspendeu, em caráter liminar, a filiação de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, no interior de São Paulo. Ele é acusado de "grave infração aos deveres de fidelidade e lealdade partidária" pela publicação de vídeo na sede do União Brasil em Sorocaba em que declara apoio à pré-candidatura da sua mulher, Sirlange Maganhato, à Câmara dos Deputados.
Ao suspender a filiação de Manga, o vereador de São Paulo André Santos, que preside o Conselho de Ética do Republicanos, afirmou que "a gravidade da conduta é substancialmente agravada pela posição institucional do representado".
A decisão desta quarta-feira, 15, suspende a filiação de Manga até a conclusão do processo no Conselho de Ética da sigla. O prefeito também foi instado a apresentar sua defesa em até cinco dias.
A representação contra Manga é movida por Atílio Francisco, ex-vereador de São Paulo. Na petição, Francisco afirma que o estatuto da sigla prevê punição a quem "apoiar clara ou reservadamente candidato de outro partido". O ex-vereador pede que o prefeito de Sorocaba seja expulso da legenda.
"A propaganda para um adversário político é, sem dúvida, uma conduta de extrema gravidade, que abala a confiança e expõe o partido", diz a representação.
Procurado, Rodrigo Manga não respondeu. O espaço está aberto para manifestação.
Conhecido como prefeito "tiktoker", Manga tem 3,4 milhões de seguidores na plataforma e outros 4 milhões no Instagram.
Ele foi reeleito prefeito de Sorocaba, em 2024, com 73% dos votos. A Justiça o afastou do cargo em novembro de 2025 de forma cautelar, sob o argumento de que ele poderia atrapalhar investigações sobre supostos desvios na área da saúde do município.
Em março de 2026, uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques reconduziu Manga ao cargo. A decisão foi confirmada posteriormente pela Segunda Turma da Corte.
O caso ainda está aberto. Manga foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A denúncia é baseada na Operação Copia e Cola da Polícia Federal. A defesa dele refuta as acusações.
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