"Quero o meu Brasil de volta", diz ex-ministro do Turismo durante ato por liberdade no Recife
O ex-ministro destacou que sua principal preocupação, no momento, não é com eleições, mas com o que classificou como "ataques à liberdade no Brasil".
Durante as manifestações deste sábado (7), no feriado da Independência do Brasil, o ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro concedeu entrevista ao Portal de Prefeitura, em Recife, e fez declarações marcadas por forte tom emocional e político. O ex-ministro destacou que sua principal preocupação, no momento, não é com eleições, mas com o que classificou como "ataques à liberdade no Brasil".
"Eu quero o meu Brasil de volta. Eu quero o meu Brasil da liberdade de imprensa, da liberdade de você poder entrevistar quem você quiser. Hoje você não pode entrevistar todo mundo", afirmou, durante o ato na capital pernambucana.
A declaração foi feita diante de centenas de manifestantes que se reuniram neste domingo, 7 de setembro, em frente à tradicional Padaria Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e contra o julgamento que pode condená-lo por tentativa de golpe. Gilson Machado ainda criticou o que considera perseguição política, religiosa e o desequilíbrio entre os poderes.
"Da liberdade do direito de ir e vir, da liberdade de não ser perseguido pelo pensamento, e da liberdade de que você possa ter uma religião, que você possa fazer o seu culto sem ser perseguido... E que tenha harmonia entre os poderes e não disputa. Isso é o que eu quero", completou.
A manifestação no Recife fez parte de uma série de atos organizados em todo o país em defesa de Bolsonaro, muitos deles também questionando decisões do STF e do ministro Alexandre de Moraes. A palavra "liberdade no Brasil" foi a tônica das falas ao longo do evento.
O ex-ministro foi enfático ao dizer que não pensa nas eleições de 2026 neste momento, colocando a liberdade individual e a do ex-presidente como prioridades urgentes.
"Eu não quero pensar em 26 agora. Minha preocupação é com a liberdade do presidente Bolsonaro, com a minha liberdade. Estamos a lutar aqui por isso. Política agora é o que menos interessa, agora a luta é pela liberdade", concluiu, emocionado.
Com essa fala, ele ecoa um sentimento compartilhado entre apoiadores de Bolsonaro: de que há uma perseguição judicial e política em curso, e que o verdadeiro foco deve ser a defesa da liberdade no Brasil — em suas múltiplas formas: religiosa, política, de expressão e de organização.