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Política

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Propus proibição de assessores no STF que sejam delegados, diz Gilmar Mendes

15 set 2026 - 13h42
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Resumo
O ministro Gilmar Mendes acusou André Mendonça de atuação político-eleitoral no caso Banco Master e defendeu proibir delegados da PF nos gabinetes do STF. Segundo o decano, Mendonça blindou aliados e levantou estrategicamente o sigilo de apurações contra Alexandre de Moraes perto do 7 de Setembro para interferir nas eleições. A sessão gerou um bate-boca tenso, com Mendonça chamando Gilmar de "leviano" e cobrando respeito, enquanto o decano rebateu que "quem não se dá o respeito não merece respeito".

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, acusou o ministro André Mendonça de atuação política na condução do inquérito do Banco Master.

Durante a sessão que analisa a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por suposto elo com Daniel Vorcaro, Gilmar voltou a se manifestar pela proibição da atuação de delegados da Polícia Federal (PF) em gabinetes de ministros da Corte e disse que a medida é "errada".

Na sequência, o decano afirmou que, embora outros integrantes do STF sejam citados em mensagens do banqueiro, como Nunes Marques, Mendonça apresentou postura "abertamente defensiva" e chegou a dizer que a PF deveria ficar atenta "pois eventuais imputações feitas contra o ministro (Nunes Marques) pela mídia poderiam ser estratégia para enfraquecer o ministro André Mendonça".

Diante disso, o decano defendeu a adoção de um "código de polícia" e foi contundente na acusação a Mendonça: "É evidente que há inequívoco viés político-eleitoral na forma como os autos foram conduzidos".

Gilmar argumentou que Mendonça escolheu levantar o sigilo do um relatório da PF que aponta as supostas conversas de Moraes com Vorcaro próximo ao 7 de setembro e disse que a medida envolveu o Supremo na campanha eleitoral. Neste momento, Mendonça afirmou: "Vossa excelência está sendo leviano".

Exaltado, o decano reafirmou a tese da proximidade com o feriado da Independência para divulgação do relatório sobre Moraes e disse: "Isto não se faz. Pessoas decentes não fazem isso".

Mendonça, então, pediu que Gilmar não lhe apontasse o dedo e disse que o decano "não estava falando com qualquer um". O indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também pediu respeito ao colega, ao que decano respondeu: "Quem não se dá respeito não merece respeito".

Estadão
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