Gilmar pediu a Fachin que assumisse relatoria sobre Moraes antes de criticar medida
Antes de criticar o presidente do STF, Edson Fachin, por assumir o caso sobre os supostos diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes pediu, via ofício, que Fachin avocasse a ação para instrução prévia. Após Fachin retirar André Mendonça da relatoria, Gilmar alegou que a medida não deveria ser definitiva e apoiou questão de ordem de Flávio Dino contra a destituição de Mendonça, ato classificado por Dino como um precedente perigoso que abriria uma "avenida de tirania".
Antes de criticar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, por avocar a relatoria do processo envolvendo os supostos diálogos entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes, havia pedido para Fachin puxar o caso para si.
O pedido foi feito em ofício enviado ao presidente do Supremo na última sexta-feira. Ele pediu para a Presidência avocar a "Pet 16.662, na forma do art. 82 do Código de Processo Penal, a fim de que a matéria seja instruída e delimitada antes de ir a julgamento". No dia seguinte, Fachin tirou o ministro André Mendonça da relatoria do processo.
Na sessão desta terça-feira, 15, Gilmar disse que em nenhum momento cogitou que Fachin assumisse o caso em caráter definitivo. O decano apresentou uma questão de ordem formulada pelo ministro Flávio Dino contra a destituição de Mendonça do caso.
Dino, ao reforçar o pedido apresentado pelo decano, disse que aceitar a possibilidade de avocatória abriria uma "avenida de tirania". "Eu até discordo da condução do ministro André, mas não posso tomar o processo dele", afirmou.
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