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Política

'Proibi enquanto não liberar o visto do meu ministro', diz Lula sobre vinda de assessor de Trump

Presidente afirmou nesta sexta, 13, que Darren Beattie só entrará Brasil quando o governo americano liberar o visto do ministro Alexandre Padilha

13 mar 2026 - 14h00
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RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 13, que o assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para temas relacionados ao Brasil, Darren Beattie, só entrará no País quando o governo americano liberar o visto do ministro Alexandre Padilha.

"Aquele cara americano que disse que vinha para cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar o visto do meu ministro da Saúde, que está bloqueado", disse Lula, em discurso no Rio de Janeiro.

Darren Beattie havia conseguido uma decisão para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cadeia. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou, no entanto, nesta quarta-feira, 12, a autorização que ele próprio havia concedido para a visita.

Na decisão, o ministro concluiu que "a realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras".

A reviravolta ocorreu após o Itamaraty informar a Moraes que o visto de Beattie foi concedido exclusivamente para participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, evento marcado para 18 de março em São Paulo, e que a visita ao ex-presidente nunca constou dos objetivos comunicados pelo governo norte-americano.

Segundo o Itamaraty, o visto foi concedido com base em pedido encaminhado em 6 de março pelo Departamento de Estado ao Consulado-Geral do Brasil em Washington.

Na comunicação, o governo norte-americano informou que Beattie viajaria ao País "para uma conferência sobre minerais críticos e para reuniões oficiais com representantes do governo brasileiro".

O chanceler destacou que "à época do referido pedido ao Consulado-Geral, não constava qualquer menção a eventual interesse do visitante em realizar encontros ou visitas não relacionadas aos objetivos oficialmente comunicados".

Estadão
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