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Política

Presidente da CPI do INSS diz estar 'indignado' após decisão que anula quebra de sigilos de Lulinha

Comissão tinha aprovado recurso na semana passada, mas Flávio Dino reverteu ação depois de governo tentar apelar até a Alcolumbre para rejeitar o resultado do colegiado

5 mar 2026 - 20h11
(atualizado às 20h20)
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BRASÍLIA - O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), manifestou nesta quinta-feira, 5, "profunda preocupação institucional" e "indignação republicana" à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que suspendeu a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse pedido tinha sido aprovado pela mesma comissão na semana passada.

"Recebo com profunda preocupação institucional e com indignação republicana a decisão liminar proferida pelo ministro", afirmou Viana. "Estamos diante de um episódio que toca diretamente o delicado equilíbrio institucional entre os Poderes da República."

Carlos Viana, presidente da CPI do INSS, critica decisão de Dino sobre Lulinha
Carlos Viana, presidente da CPI do INSS, critica decisão de Dino sobre Lulinha
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Base do governo e oposição disputavam corrida sobre o caso Lulinha. A oposição tentava, o mais rápido possível, ter acesso integral à quebra de sigilos, enquanto o governo correu para barrar.

O passo inicial dessa disputa foi dado após a aprovação dos requerimentos em votação tumultuada na semana passada. No mesmo dia, Viana oficiou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) pedindo que as informações sobre Lulinha chegassem em até cinco dias úteis ao colegiado.

Os governistas foram até o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pedindo a reversão do resultado, mas o senador não cedeu às pressões do Palácio do Planalto e manteve a votação. Ainda assim, integrantes da base de Lula acreditavam que esse material poderia não chegar a tempo de ser apreciado antes do fim da CPI, que ocorrerá em três semanas.

A decisão proferida por Dino nesta quarta-feira, 4, porém, acabou por complicar o cenário da oposição. O ministro do STF anulou a quebra de sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

No entendimento tanto de Viana quanto do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a decisão de Dino poderia anular todos os requerimentos aprovados naquele dia.

A decisão do ministro da Corte é uma extensão da liminar concedida na quarta, que suspendeu a quebra de sigilo da empresária.

"A nova decisão do ministro Flávio Dino não surpreende. Desde ontem (quarta) já estava claro o caminho que seria tomado para barrar medidas aprovadas de forma legítima pela CPI do INSS", afirmou Gaspar.

Outros parlamentares da oposição criticaram a decisão "É um absurdo. Ele está extrapolando qualquer limite constitucional, interferindo no trabalho de uma CPI por uma decisão monocrática, uma votação que já tinha sido validada por Davi Alcolumbre. A votação em globo foi um pedido da liderança do governo. É uma decisão completamente ilegal e abusiva", afirmou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

"Dino, ex-ministro da Justiça de Lula, indicado por Lula para o STF, invade descaradamente o Legislativo para blindar o filho de Lula na maior fraude previdenciária do mundo. Perderam completamente o pudor", disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Estadão
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