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Política

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Pré-candidatos à Presidência reagem a novo tarifaço dos EUA

Estados Unidos determinaram na noite de quarta-feira, 15, uma tarifa de 25% ao Brasil

16 jul 2026 - 16h54
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0s pré-candidatos à Presidência reagiram nesta quinta-feira, 16, à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu a culpa às provocações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como Romeu Zema (Novo). Já Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) criticaram a atuação dos Bolsonaros nos EUA e o governo.

Em nota, o governo brasileiro repudiou a tarifa e disse não haver justificativa para a medida, citando superávit comercial dos Estados Unidos com o Brasil de US$ 424,5 bilhões nos últimos 15 anos. Afirmou ainda que negociou "ininterruptamente" com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Também atribuiu o desfecho das investigações à "ativa colaboração da família Bolsonaro", movida por objetivos eleitoreiros.

Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), pré-candidatos à Presidência da República
Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), pré-candidatos à Presidência da República
Foto: Wilton Junior/Tiago Queiroz/Cauê Del Valle/Divulgação MBL/Taba Benedicto / Estadão

Em vídeo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro usou uma declaração do secretário de Estado americano Marco Rubio, no X, para responsabilizar o comportamento do presidente pelo tarifaço.

Flávio também questionou a capacidade de Lula para governar, comparando a condução do País a "um avião sem piloto" e classificando o presidente de "Biden brasileiro" "ranzinza" e "inconsequente".

"O Lula não tem mais condições de ser presidente do Brasil. [...] Quem olha Lula não enxerga futuro, enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança".

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Romeu Zema seguiu linha semelhante à de Flávio Bolsonaro. Em nota encaminhada à imprensa, o pré-candidato mineiro responsabilizou os "atritos desnecessários" e o "discurso eleitoreiro" pelo tarifaço.

"Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que, de qualquer forma, não se justifica", afirmou Zema.

O ex-governador de Minas também condenou o tarifaço como medida protecionista que prejudica os interesses do Brasil e desrespeita os vínculos históricos entre os dois países. Disse ver "com preocupação" os efeitos sobre a indústria brasileira, que perde competitividade no mercado americano.

Ronaldo Caiado, por sua vez, foi ao ataque dos dois pré-candidatos que lideram as pesquisas: Lula e Flávio.

"Veja que situação o Brasil está. Um fazendo piada com a dentadura do Trump e o outro pedindo para que realmente fosse adiado para depois das votações", afirmou Caiado nas redes sociais.

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Ele se refere à declaração do presidente desta terça-feira, 14. Lula afirmou que próteses do Sistema Único de Saúde (SUS) são superiores à "dentadura de Trump". Já Flávio, enviou documento ao USTR pedindo adiamento do tarifaço para depois das eleições, alegando que a punição dos EUA beneficiaria Lula nas urnas.

Caiado registrou indignação e afirmou que os dois colocaram o interesse de campanha eleitoral à frente da defesa do País. "O Brasil precisa de um presidente que tenha estatura para poder sentar naquela cadeira", disse. Também classificou a decisão americana como uma "penalização direta" a quem trabalha e produz.

Renan Santos adotou a mesma estratégia. Disse que o presidente não sentou para negociar com os Estados Unidos nem usou as terras raras brasileiras como moeda de troca, e que Lula "comemora" a tarifação para tentar surfar a popularidade enquanto finge enfrentar os americanos.

Renan chamou a família Bolsonaro de "puxa-sacos" de Trump, dizendo que o aceno feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos foi transformado em tarifa pelo presidente americano.

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O pré-candidato classificou o episódio como uma disputa "meramente política" em que "o interesse brasileiro fica jogado no lixo". "Comigo no poder isto não vai acontecer. Eu vou para cima dos Estados Unidos numa negociação séria e colocar a questão das terras raras na mesa", disse.

Estadão
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