Genial/Quaest: Tarifaço reduz vontade de votar em Flávio, e maioria concorda com versões de Lula
Em relação a junho, concordância com versões de Lula cresceu, enquanto opiniões de Flávio Bolsonaro registraram ainda menos apoio
Os brasileiros concordam mais com as versões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que com as explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16. Além disso, o novo tarifaço reduz a vontade de votar no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo o levantamento.
A pesquisa mostra que o novo tarifaço aumentou o apoio a Lula entre eleitores independentes, enquanto, entre os eleitores de direita não bolsonarista e até os bolsonaristas, a intenção de voto em Flávio retraiu.
Em junho, a Genial/Quaest já havia mostrado que os brasileiros concordavam mais com Lula que com Flávio nas versões sobre a ameaça de tarifaço. Segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira, a confiança em Lula cresceu, enquanto as versões de Flávio registraram ainda menos apoio.
As entrevistas que integram a pesquisa foram realizadas entre os dias 10 e 13 de julho, quando já havia a expectativa pelo decreto do novo tarifaço, mas antes de a medida ser confirmada pelo governo dos Estados Unidos. A confirmação ocorreu na noite desta quarta-feira, 15.
A Genial/Quaest fez 2.004 entrevistas em domicílios entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07181/2026.
De acordo com a pesquisa, 51% acham, assim como Lula, que Flávio Bolsonaro pediu o novo tarifaço contra o Brasil. O índice cresceu quatro pontos porcentuais desde a rodada de junho. Por outro lado, 30% avaliam que senador tentou demover o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da imposição de novas tarifas contra o País. No mês passado, eram 35% os pensavam assim. São 19% os que não responderam.
Para 46% dos entrevistados, as novas tarifas são uma retaliação ao Pix, como diz Lula. A concordância com o presidente cresceu três pontos porcentuais desde o mês passado. Por outro lado, para 33%, o tarifaço é uma retaliação do governo americano às declarações de Lula contra os Estados Unidos, como defende Flávio Bolsonaro. O índice dos que pensam assim caiu três pontos porcentuais desde a pesquisa anterior. São 10% os que não concordam com nenhuma dessas versões, e 8% não responderam.
A maioria dos brasileiros avalia que Flávio Bolsonaro não tem força para convencer Trump a rever a imposição das tarifas ao Brasil. Para 58%, o senador não tem essa interlocução com o presidente americano, enquanto 34% acham que sim e 8% não responderam.
Segundo a Genial/Quaest, o novo tarifaço aumentou a vontade de votar em Lula para 42% dos eleitores, um crescimento de três pontos porcentuais desde a rodada anterior. O maior impacto ocorreu entre os eleitores independentes. Nesse segmento, a vontade de votar em Lula cresceu sete pontos porcentuais, indo de 26% para 33%. Nesse segmento, a margem de erro é de quatro pontos porcentuais.
A queda do apoio a Flávio foi mais intensa entre os eleitores de direita - os bolsonaristas e os não bolsonaristas. Em junho, 70% dos eleitores de direita diziam que a ameaça de tarifaço aumentava a vontade de votar em Flávio. O índice caiu dez pontos porcentuais, indo a 60%. Entre os bolsonaristas, a retração foi de sete pontos porcentuais, indo de 88% a 81%.
A margem de erro da pesquisa no segmento de direita não bolsonarista é de cinco pontos porcentuais, e no de bolsonaristas, de seis pontos.
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