'Por favor, não votem em mim', diz Arruda após TSE barrar sua candidatura no DF
Ex-governador que já foi preso e perdeu o mandato no Senado afirma que vai encerrar carreira política
Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter a impugnação de sua candidatura ao governo do Distrito Federal por 5 votos a 2, o ex-governador José Roberto Arruda anunciou o fim de sua carreira política e pediu que a população não vote nele. Declarado inelegível até 2030, o político terá seu nome mantido nas urnas já lacradas, mas todos os votos recebidos serão anulados. Arruda também afirmou que não irá apoiar nenhum dos outros concorrentes na disputa eleitoral deste ano.
BRASÍLIA - Após ter sua candidatura rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-governador José Roberto Arruda disse que vai encerrar sua carreira política. Ele afirmou que não vai apoiar nenhum dos demais candidatos ao governo do Distrito Federal.
Arruda, que já foi preso por envolvimento num esquema de corrupção no DF e perdeu o mandato no Senado por violar o sigilo do painel de votação da Casa legistativa, pediu aos eleitores que não registrem voto em seu nome. "Por favor, não votem em mim", disse Arruda.
Nesta quinta-feira, 24, o TSE decidiu, por 5 a 2, manter a rejeição da candidatura de Arruda ao governo do Distrito Federal nas eleições deste ano. A Corte julgou recurso do ex-governador contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que o declarou inelegível até 2030.
O nome de Arruda permanecerá nas urnas, que já estão lacradas, mas seus votos serão anulados.
A controvérsia diz respeito ao método para calcular a suspensão dos direitos políticos. Para o TRE-DF e o Ministério Público Eleitoral (MPE), a inelegibilidade de Arruda vai até 2030.
Venceu o voto do relator, Dias Toffoli. Ele entendeu que, independentemente da interpretação aplicada sobre o cálculo da suspensão dos direitos políticos de Arruda, a conclusão não se altera. Isso porque a condenação mais recente, por si só, já atrai a condição de inelegibilidade, segundo o ministro.
Seu voto foi seguido pelos ministros Kássio Nunes Marques, André Mendonça, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis.
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