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Petrobras: tem muita gente sem dormir em Brasília, diz Aécio

Candidato derrotado à Presidência comentou nova fase da operação Lava Jato, que prendeu ex-diretor da Petrobras

14 nov 2014
14h20
atualizado às 15h50
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado à Presidência, disse nesta sexta-feira que a nova fase da operação Lava Jato, que prendeu um ex-diretor do alto escalão da Petrobras, deve estar deixando “muita gente sem dormir” em Brasília.

<p>O senador e candidato derrotado à Presidência Aécio Neves (PSDB), em evento para "agradecer" o voto dos paulistas, em São Paulo</p>
O senador e candidato derrotado à Presidência Aécio Neves (PSDB), em evento para "agradecer" o voto dos paulistas, em São Paulo
Foto: Débora Melo / Terra

“O que eu percebo é que as coisas estão chegando muito próximo aos mais altos dirigentes desse governo. É preciso que essas investigações ocorram. O que eu posso assegurar é que tem muita gente em Brasília sem dormir nesses últimos dias, e continuarão sem dormir”, disse Aécio em São Paulo, antes de um evento no qual agradeceu os votos dos paulistas.

A Polícia Federal deflagrou hoje a sétima fase da Operação Lava Jato, iniciada em março, que investiga esquemas de desvio e lavagem de dinheiro. Entre os detidos está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Ele foi preso em sua casa no Rio de Janeiro e conduzido para a superintendência da PF na capital fluminense.

“Temos que garantir às instituições liberdade absoluta para que possam avançar nessas investigações. Há uma percepção clara de que não era um ato isolado de um ou outro diretor, mas uma organização estruturada, quase que institucionalizada dentro da Petrobras, causando prejuízos enormes ao Brasil. E eu acho que nós vamos ter novas informações e, infelizmente para muitos, surpresas pela frente”, afirmou o senador.

“A casa caiu”, completou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que concorreu ao cargo de vice-presidente na chapa de Aécio. Além de Aloysio, estiveram com Aécio o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Aécio ainda comentou o adiamento da divulgação do balanço do terceiro trimestre da Petrobras. Ontem, a estatal informou que só divulgará o relatório no dia 12 de dezembro, o que significa quase um mês de atraso em relação ao prazo legal, que vence hoje. Segundo a Petrobras, o adiamento ocorre porque a auditoria precisa de mais tempo para aprofundar as investigações sobre as denúncias de desvio de dinheiro, que “podem impactar potencialmente as demonstrações contábeis”.

“Infelizmente, a nossa maior empresa, a Petrobras, que adia a publicação do seu balanço em razão das gravíssimas denúncias de corrupção, vai trazendo para si uma marca perversa em razão das ações desse governo”, disse o senador.

Manobra fiscal
Aécio também criticou a tentativa do governo de alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a partir do projeto de lei que autoriza o descumprimento da meta de economia para o pagamento de juros da dívida pública (superávit primário) prevista para este ano. Na prática, o projeto abre brecha para o governo fechar as contas do ano.

“Nós estaremos indo às últimas consequências, inclusive do ponto de vista jurídico, para impedir a alteração da LDO como quer o governo. Leis existem para serem cumpridas. Se o congresso se permitir essa desmoralização, nós estaremos sinalizando numa direção absolutamente nova”, afirmou o senador.

“O Brasil não pode virar a ‘casa da mãe Joana’, onde o governo acha que, com a sua maioria, faz o que quer no Congresso Nacional”, encerrou Aécio.

Fonte: Terra
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