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Política

Passagem de Bolsonaro por Nova York tem hino nacional ao som de saxofone e protesto no prédio da ONU

Tom eleitoral marcou viagem do presidente aos EUA para participar da abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas

20 set 2022 - 15h08
(atualizado às 15h32)
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ESPECIAL PARA O ESTADÃO / NOVA YORK - A curta passagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) por Nova York para participar da abertura da 77.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) tem sido marcada pelo forte apelo eleitoral, com protestos de opositores, sinais de apoio de sua base e declarações voltadas para o público interno em meio a acenos para a comunidade internacional.

Bolsonaro chegou por volta das 19h de segunda-feira, 19, a Nova York e foi diretamente ao hotel na região do Central Park. O presidente preferiu não sair para jantar e apenas tirou algumas fotos com o grupo de apoiadores que o esperava na porta do hotel, cantando o Hino Nacional ao som de um saxofone tocado por Leiriande Silva. "Eu, como patriota, defensor da família, brasileiro, tenho a obrigação de vir com o meu instrumento aqui para levantar a nossa bandeira verde-amarela porque a nossa bandeira jamais será vermelha", disse o fã de Whitney Houston.

Do outro lado, um grupo menor, mais não menos barulhento, recepcionou o presidente aos gritos de "genocida" e com faixas que questionavam a compra de imóveis com dinheiro vivo por parte de seus familiares. Entre os que protestavam contra o presidente estava Miriam Marques, da organização Defend Democracy in Brasil: "Nós temos vindo todos os anos, desde que foi dado um golpe em 2016 no Brasil e depois que prenderam o Lula e elegeram esse fascista", justificou.

Não muito longe de onde o presidente estava hospedado, um grupo projetou à noite, no edifício da ONU, luzes com o rosto de Bolsonaro seguido das legendas "vergonha brasileira", "desgraça" e "mentiroso". Os termos foram projetados em português e inglês.

Já nesta terça-feira, 19, o presidente saiu atrasado do hotel rumo à sede da ONU. Bolsonaro falou com a imprensa e voltou a dizer não acreditar nas pesquisas de intenção de voto que colocam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar. "Eu entendo que é no primeiro turno para nós", repetiu o já dito em Londres. "Essas pesquisas não valem de nada, erraram tudo em 2018, e agora, obviamente potencializam o outro lado", completou.

O chefe do Executivo disse ainda que "tentaram de todas as maneiras" atingi-lo "com acusações, até envolvendo os meus familiares, a minha mãe que já morreu, e não está tendo sucesso junto à população essas mentiras com relação a minha vida pregressa", defendeu-se.

Na ONU, Bolsonaro aproveitou a oportunidade para enviar um recado aos seus eleitores. O presidente usou boa parte de seu discurso frente aos principais líderes internacionais para falar de economia, mas, principalmente, fazer um aceno ao público interno e repetir números positivos do seu governo e atacar Lula, mesmo sem citá-lo nominalmente.

Bolsonaro ainda afirmou que, durante sua gestão, o número de feminicídios diminuiu no País e exaltou a sua mulher. "A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, trouxe novo significado ao trabalho de voluntariado desde 2019, com especial atenção aos portadores de deficiências e doenças raras".

Em Nova York, o presidente ainda abriu espaço na sua agenda para participar de uma videoconferência com empresários da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). E pediu uma solução para o "problema" do preço do leite.

A comitiva

Junto ao presidente, além da primeira-dama Michelle Bolsonaro, viajaram aos Estados Unidos uma comitiva formada pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos França, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o secretário especial de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha; além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e do chefe de comunicação da campanha, Fabio Wajngarten.

Entre os que integram o grupo, está o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que viajou para evitar ficar inelegível, já que, com a ausência de Hamilton Mourão, que está no Peru, ele teria que assumir a Presidência da República. Com o cargo vago, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, assumiu a Presidência provisoriamente.

O retorno de Bolsonaro ao Brasil está previsto para ocorrer ainda nesta terça, por volta das 17h.

Estadão
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