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Para partido, Feliciano virou um pop star e pode ser novo Tiririca

10 nov 2013 10h23
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Dirigentes do Partido Social Cristão (PSC) acreditam que a notoriedade conquistada pelo deputado federal Marco Feliciano na mídia, desde sua eleição para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, poderá  levá-lo a uma votação suficiente para eleger 4 deputados em 2014, e assim superando o pleito que elegeu Tiririca (PR-SP) em 2010, que foi o candidato a deputado mais votado do país com 1,35 milhão de votos, e com isso, garantiu a própria vaga e outras três cadeiras para colegas da coligação. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O PSC-SP elegeu dois federais em 2010. Nas contas do presidente do diretório regional da sigla, Gilberto Nascimento, o partido, agora puxado por Feliciano, deverá saltar para até cinco eleitos no Estado em 2014.  "Feliciano virou um pop star", afirma Nascimento, que também é pastor evangélico. "É o deputado mais citado do país, acho que é o cantor evangélico que mais tem CDs rodando por aí e já deve ser o mais procurado [por candidatos a deputado estadual] para fazer dobradinhas", diz.

Estima-se que o salto da bancada projetado por Nascimento ocorrerá se Feliciano passar de 1,2 milhão de votos. A conta leva em consideração um quociente eleitoral, mínimo de votos que o conjunto dos candidatos de uma sigla precisa ter para ganhar uma vaga no Legislativo, igual ao de 2010, quando ele teve 212 mil votos.  No entanto, Feliciano, que virou protagonista dos anúncios publicitários que o partido começou a divulgar na TV dias atrás, tenta evitar dar mostras de empolgação. "Não acredito nesse número alto, espero o suficiente mais um", disse à Folha.

Mas a modéstia desaparece em seguida. "A mídia acabou me colocando em destaque e o efeito esperado foi o contrário: acharam que eu iria morrer politicamente, mas agora eu venho com força total", afirma.

Porém alguns líderes da Assembleia de Deus temem que uma eventual votação maciça em Feliciano acabe prejudicando a bancada da igreja na Câmara dos Deputados.  Isso ocorreria se os  fiéis que costumam votar de forma pulverizada nos candidatos da igreja resolverem concentrar a votação nele. Nesse caso, o deputado ajudaria a eleger candidatos do PSC, mas não necessariamente evangélicos, o que poderia prejudicar outros nomes da própria igreja em outras siglas. 

Fonte: Terra
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