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Política

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No Rio, Ruas diz que eleitores de Garotinho decidirão voto 'de hoje para amanhã'

3 out 2026 - 16h44
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Resumo
Na véspera da eleição no Rio, Douglas Ruas (PL) afirmou que os eleitores de Anthony Garotinho (Republicanos) definirão seu voto de última hora, consolidando a disputa entre ele e Eduardo Paes (PSD). A declaração ocorre após o TSE revogar a liminar de Garotinho, cujos votos ficarão anulados sub judice. Ruas minimizou o impacto da decisão, acusou o sistema judicial de interferir no pleito para favorecer adversários ligados ao presidente Lula e convocou a população a reagir nas urnas.

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) minimizou neste sábado, 3, o impacto que a situação jurídica da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) pode ter sobre a disputa estadual e afirmou confiar que os eleitores do ex-governador definirão o voto até este domingo, 4. A declaração foi dada em coletiva durante ato de campanha no Rio de Janeiro, na véspera do primeiro turno.

"Na verdade, a gente confia muito que a população vai fazer uma decisão de hoje para amanhã, entendendo que existem duas candidaturas que estão disputando de fato o cargo para governador do Rio", afirmou Ruas, citando a própria candidatura e a de Eduardo Paes (PSD). Questionado se ainda haveria tempo para buscar o eleitorado de Garotinho, o candidato do PL disse acreditar em uma decisão de última hora nas urnas.

Na sexta-feira, 2, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogou uma liminar que beneficiava Garotinho. Com isso, os votos destinados ao candidato serão registrados como "anulados sub judice" enquanto permanecer vigente o indeferimento de seu registro. O nome de Garotinho continuará aparecendo normalmente na urna.

Ruas também atribuiu a situação do adversário a uma tentativa do que chamou de "sistema" de interferir na eleição e afirmou que decisões judiciais beneficiariam Lula (PT) e seus aliados. "A população precisa estar atenta a todos esses movimentos e tem uma única forma, que é o poder que o povo tem de quatro em quatro anos, de enfrentar esse sistema e fazer valer a sua vontade", declarou.

Estadão
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