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Política

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Nikolas: Entre abrir mão da CCJ e manter coerência, prefiro abrir mão da CCJ

3 nov 2026 - 22h16
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Resumo
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que o PL lance candidatura própria à presidência da Câmara, rejeitando apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) devido à proximidade deste com o governo Lula. Para manter a coerência e a identidade da direita, Nikolas afirmou que prefere abrir mão da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para a qual é cotado, e sugeriu os nomes de Luiz Philippe de Orléans e Bragança e Sóstenes Cavalcante para a disputa pelo comando da Casa.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu nesta terça-feira, 3, que o PL lance candidato próprio na eleição para a presidência da Câmara e rejeite uma aliança para a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, o posicionamento significaria manter a identidade da direita.

"Eu acho que isso (manter identidade da direita) significa não caminhar junto com o Hugo Motta. Converso com o Hugo de forma institucional, irei conversar com ele, inclusive, mas eu acredito que nesse momento agora, esse recado para as pessoas é muito importante", declarou o parlamentar mineiro após participar de uma reunião na sede do PL, em Brasília.

No encontro, parlamentares discutiram com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, qual posição irão adotar nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado, que acontecem em fevereiro de 2027.

Para Nikolas, por "princípio", o PL não deveria apoiar a recondução de Motta, já que o deputado "tomou um lado" ao apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cotado internamente no PL para ser presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Câmara, o parlamentar mineiro afirmou preferir perder o comando do colegiado.

"Entre a presidência da CCJ e entre manter a coerência, eu prefiro abrir mão da CCJ. Afinal de contas, eu vejo que dificilmente a gente conseguiria, por exemplo, fazer um acordo onde eu seria o presidente, por exemplo, da CCJ. Eu fui presidente da Comissão de Educação e a esquerda literalmente fez o terror porque eu seria. Quando a Carolina De Toni também foi presidente da CCJ, fizeram a mesma coisa. Então, eu vejo que a possibilidade de ter um acordo onde isso seria cedido para o PL é muito pequena", analisou.

Questionado sobre quais nomes o PL poderia lançar contra Motta, Nikolas citou os deputados Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara.

Estadão
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