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Negociação entre PDT e PSB sobre eleições inclui fusão

Tentativa de articulação na disputa pelo Palácio do Planalto prevê debate sobre eventual união das duas siglas em 2019

12 jul 2018
05h12
atualizado às 08h09
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As articulações entre PSB e PDT para uma aliança na disputa presidencial das eleições 2018 incluem a discussão sobre uma eventual fusão entre as duas siglas em 2019.

"Tem conversas sobre isso com o PSB. Muitos têm esse desejo", disse ao Estado o presidente do PDT, Carlos Lupi. A ideia surgiu como uma forma de fortalecer a base parlamentar de Ciro Gomes em caso de vitória, mas também pode ser aplicada em caso de derrota.

Unidos, PSB e PDT podem superar com facilidade a cláusula de desempenho, conquistar espaços nas comissões da câmara, ampliar o tempo de TV no horário eleitoral gratuito e reforçar o caixa, com a soma dos recursos do Fundo Partidário.

Ciro Gomes participa de sabatina em Brasília
Ciro Gomes participa de sabatina em Brasília
Foto: Adriano Machado / Reuters

"Uma eventual coligação é o começo de um caminho que vamos ter a partir do ano que vem. Naturalmente, a sopa de letrinhas que temos hoje vai diminuir. A gente não vai fazer isso só pela legislação, mas pela identificação ideológica no nosso campo", afirmou o deputado federal Julio Delgado (PSB-MG).

Essa não é a primeira vez que o PSB fala em fusão. Em 2016, quando ainda estava na oposição ao governo Dilma Rousseff, a executiva da legenda fez tratativas com o PPS para uma união, mas a ideia não avançou.

A bancada do PSB na Câmara tem 28 deputados, enquanto a do PDT soma 19 parlamentares. "A gente espera uma redução do número de partidos na Câmara a partir do ano que vem devido à dificuldade da campanha esse ano. Os pequenos partidos têm pouco dinheiro. É factível que ocorram alianças e fusões a partir do ano que vem", avalia o cientista político Murillo Aragão, da Arko Advice.

Em 2013 o PPS também ensaiou uma fusão com o PMN. O novo partido já tinha até nome - Mobilização Democrática. A negociação, porém, esbarrou em diferenças de "visão de mundo", como disse o presidente do PPS, Roberto Freire. O partido atualmente descarta se unir a outras legendas.

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Estadão Conteúdo

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