'Não queremos nova Guerra Fria', diz Lula após Trump elevar tarifas globais para 15%
Lula não quis comentar decisão da Suprema Corte americana, mas disse que o Brasil agiu corretamente ao ter cautela para tratar tarifaço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na madrugada deste domingo, 22, que deseja que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trate todos os países igualmente e voltou a dizer que o Brasil não quer ver uma nova Guerra Fria. A fala do petista ocorreu em conversa com a imprensa em Nova Délhi, na Índia, após o anúncio das novas tarifas impostas pelo republicano.
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Trump introduziu no sábado, 21, tarifas de 15% sobre produtos que entram nos EUA provenientes da maioria dos países do mundo, após decisão da Suprema Corte em considerar ilegal tarifaço imposto no ano passado. O anúncio foi feito em uma postagem na Truth Social, menos de 24 horas após informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar uma tarifa de 10% sobre produtos importados.
"Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países", disse Lula.
Ainda na entrevista, Lula não quis comentar decisão da Suprema Corte americana, mas disse acreditar que o Brasil agiu corretamente ao ter cautela para tratar o tarifaço. O Brasil foi um dos países que teve 50% de taxas impostas aos produtos exportados para os Estados Unidos. As tarifas afetaram diversos setores da economia brasileira.
“Obviamente que eu não posso julgar a decisão da Suprema Corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país [...] Sobre a taxação, tomamos decisão com muita cautela e tomamos a decisão correta. Em algumas coisas o próprio governo americano voltou atrás (com relação às tarifas contra o Brasil)”, disse ele.
Por fim, Lula voltou a mencionar o encontro que terá com Trump em março. Segundo o presidente brasileiro, diferentes assuntos serão abordados. "A pauta que quero conversar com o presidente Trump é muito mais ampla do que minerais críticos", concluiu.
