Na estreia da TV em SC, Jorginho cita infância simples; Merisio ataca discurso do PL
Na estreia eleitoral da TV em SC, a disputa presidencial e a família Bolsonaro polarizaram as propagandas. Ao governo, Jorginho Mello (PL) destacou sua infância, obras e apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto Gelson Merisio (PSB) atacou os Bolsonaro, posando de resistência ao extremismo, e João Rodrigues (PSD) exibiu feitos em Chapecó com lema conservador. Ao Senado, Carlos Bolsonaro e Carol de Toni (PL) reforçaram o alinhamento com a direita, enquanto oposicionistas criticaram o clã no Estado.
Na estreia da propaganda eleitoral no rádio e na TV em Santa Catarina nesta sexta-feira, 28, os principais nomes falaram sobre a disputa pela Presidência, atacaram partidos adversários e apresentaram sua trajetória na política. Candidato à reeleição, o governador Jorginho Mello (PL) atacou o governo federal e pediu votos ao candidato do partido na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro. Gelson Merisio (PSB), por outro lado, fez da família Bolsonaro o principal alvo de sua inserção, classificando seus integrantes como "extremistas e milicianos" e apresentando-se como resistência ao fascismo.
Na disputa pelo Senado, candidatos de PT, PSOL e PL recorreram às candidaturas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro e à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já os postulantes do PSD aproveitaram o espaço para reforçar a candidatura de João Rodrigues (PSD) ao governo catarinense.
Jorginho destaca obras, ataca governo federal e pede voto a Flávio
Com 3 minutos e 8 segundos de propaganda, Jorginho Mello buscou reforçar a imagem de homem simples e destacou sua origem na área rural. O governador também falou sobre a campanha nos municípios catarinenses e apresentou obras realizadas em estradas do Estado.
Ao abordar a infraestrutura, Jorginho atacou o governo federal, afirmando que parte das obras executadas por sua administração seria de responsabilidade da União.
O governador também levou a eleição presidencial para sua propaganda e pediu votos para Flávio Bolsonaro.
Merisio faz dos Bolsonaro principal alvo e fala de políticas de inclusão
Gelson Merisio teve 2 minutos e 14 segundos de propaganda. Ele dedicou parte do tempo para criticar os discursos de ódio promovidos pela família Bolsonaro e buscou se apresentar como contraponto ao grupo político.
A propaganda classificou a família como formada por "extremistas e milicianos" e exibiu imagens de integrantes e aliados do PL com armas, entre eles a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) e Carlos Bolsonaro (PL), candidato ao Senado por Santa Catarina.
Merisio procurou, a partir da contraposição aos candidatos do PL, apresentar sua candidatura como uma resistência ao fascismo.
João Rodrigues explora obras em Chapecó e lema 'Deus, Pátria e Família'
Detentor do maior tempo de propaganda entre os candidatos ao governo, com 3 minutos e 11 segundos, João Rodrigues (PSD) buscou reforçar a imagem de gestor e se apresentou como um "fazedor de obras".
O candidato recorreu à trajetória à frente da Prefeitura de Chapecó e exibiu imagens de obras realizadas durante sua gestão no município. A propaganda também apresentou depoimentos de apoiadores agradecendo pelas entregas da administração.
Rodrigues ainda levou elementos pessoais para a inserção, com imagens ao lado da família, e utilizou o lema "Deus, Pátria e Família", associado historicamente ao campo conservador.
Disputa presidencial e ataques ao STF marcam propaganda ao Senado
Entre as propagandas dos candidatos ao Senado, Afrânio Boppré (PSOL) concentrou sua inserção em críticas à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também questionou a vinda de Carlos Bolsonaro (PL) para concorrer ao Senado por Santa Catarina.
"Não podemos ter três senadores para defender uma família do Rio de Janeiro. Não é isso que os catarinenses querem", afirmou.
Décio Lima (PT), por sua vez, priorizou sua trajetória política, e reforçou a candidatura de Lula à Presidência.
No campo da direita, Esperidião Amin (PP) concentrou sua mensagem na atuação contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes. O senador destacou o voto contrário à indicação de Jorge Messias e sua atuação como relator em discussões sobre a dosimetria das penas e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
A deputada federal Carol de Toni (PL) apresentou sua trajetória política e destacou sua atuação no Congresso, especialmente em pautas relacionadas a drogas e aborto. A candidata também reforçou a vinculação da chapa catarinense do PL à família Bolsonaro, mencionou Flávio e Carlos Bolsonaro e pediu votos para Flávio à Presidência, Jorginho Mello ao governo e Carlos Bolsonaro ao Senado.
A propaganda de Carlos Bolsonaro focou em falar da sua infância como filho de Jair Bolsonaro e exibiu fotografias antigas ao lado do pai e dos irmãos. O candidato pediu votos para Flávio Bolsonaro à Presidência, Jorginho Mello ao governo e Carol de Toni ao Senado.
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