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Política

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Na BA, candidato do PT diz que polícia precisa ter arma 'igual ou melhor' à do crime organizado

26 ago 2026 - 12h35
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Resumo
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu equipar a polícia com armas e proteções iguais ou superiores às do crime organizado, além de reforçar investimentos em educação profissional e lazer para proteger os jovens da violência. Ele também anunciou que publicará em breve a criação do Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Chapadinha, uma unidade de conservação na Chapada Diamantina que ganhou urgência após ataques recentes contra ambientalistas na região de Itaetê.

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu o reforço do armamento das forças de segurança e afirmou que os policiais precisam ter equipamentos compatíveis com os utilizados pelas facções criminosas. A declaração foi dada em sabatina da TVE exibida na noite dessa terça-feira, 25.

"Não dá para o policial enfrentar o crime organizado, por exemplo, com uma arma que não seja igual ou melhor do que a do crime organizado", afirmou o governador, que também defendeu investimentos em coletes e outros equipamentos de proteção para os agentes.

Jerônimo ponderou, contudo, que o enfrentamento à violência "não é só polícia" e prometeu "universalizar a oferta de educação profissional para que o estudante, a juventude, permaneça na escola o mais tempo possível".

Também defendeu atividades de esporte, cultura e lazer nos territórios como forma de afastar os jovens do recrutamento pelo crime organizado.

Durante a sabatina, o governador também afirmou que uma medida destinada à preservação da Serra da Chapadinha, no sul da Chapada Diamantina, será publicada "nos próximos dias". "Estamos aguardando a PGE, a Procuradoria-Geral do Estado, dar o parecer final", declarou.

A proposta prevê a criação do Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Chapadinha, unidade de conservação de proteção integral com aproximadamente 18,3 mil hectares entre Itaetê, Ibicoara e Mucugê. O processo ganhou urgência após dois ataques contra a Toca do Lobo, em Itaetê, com disparos, ameaças a ambientalistas, destruição de equipamentos e incêndio de uma construção.

Após o primeiro atentado, o Ministério Público Federal cobrou uma investigação rigorosa, proteção às vítimas e às comunidades ameaçadas e a criação da unidade de conservação. O processo passou por consulta pública neste ano.

Estadão
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