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Política

MP-RJ denuncia deputada Lucinha e ex-assessora por suspeita de integrarem milícia de Zinho

Ambas são acusadas de integrar núcleo político da organização criminosa

17 jun 2024 - 19h48
(atualizado às 22h58)
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O Ministério Público do Rio Janeiro (MP-RJ) denunciou, na última quarta-feira, 12, a deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros, a Lucinha (PSD) e sua assessora, Ariane Afonso Lima, por suspeita de envolvimento com uma milícia conhecida como "Bonde do Zinho", "Tropa do Z" ou "Família Braga".

A parlamentar foi umas das fundadoras do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no RJ. Ela iniciou a carreira como ativista do Movimento Popular Organizado e se tornou uma das vereadora cariocas mais vota em 2018.

Sob investigação da Polícia Federal (PF) junto ao Ministério Público, Lucinha entrou como suspeita na Operação Batismo em dezembro do ano passado. Na ocasião, ela foi afastada do cargo, porém retornou em fevereiro após votação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Nesse momento, ambas vão responder formação de milícia privada. O MP pede novamente o afastamento da vereadora.

"Em múltiplos episódios, constata-se a clara interferência das denunciadas na esfera política, junto a autoridades policiais e políticas, ora para favorecer os interesses da organização criminosa, ora para blindá-la das iniciativas estatais de combate ao grupo e ora para livrá-los de ações policiais, garantindo a impunidade dos seus integrantes", diz um trecho da denúncia.

A Operação Batismo é um desdobramento da Operação Dinastia, aberta em agosto de 2022. Na primeira etapa da Dinastia, foram identificados o núcleo operacional da organização, dividido em lideranças locais, liderança principal e assessores. Na segunda etapa, foram identificados novos grupos, o financeiro, que lavava dinheiro, e o político, que atuava junto ao Poder Público.

De acordo com as investigações, Lucinha e Ariane fazem parte do núcleo político. Há indícios de que elas informaram à organização a agenda do prefeito Eduardo Paes (PSD) na Zona Oeste a fim de retirar os integrantes do grupo das ruas. Para a PF, ambas participaram ativamente da milícia, "especialmente na articulação política junto aos órgãos públicos visando atender os interesses do grupo, investigado por organização criminosa, tráfico de armas de fogo e munições, homicídios, além de extorsão e corrupção".

Estadão
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