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Política

Moraes e Dino votam para manter Bolsonaro preso na Papudinha

Em seu voto, Moraes reforça que ex-presidente só está detido na Papudinha porque tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar

5 mar 2026 - 10h47
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram na manhã desta quinta-feira, 5, para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. A Primeira Turma da Corte começou a analisar o caso em plenário virtual.

Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes, que na última segunda-feira, 2, negou um pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

A Primeira Turma do STF julga pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
A Primeira Turma do STF julga pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A defesa de Bolsonaro pediu a prisão domiciliar alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos necessários.

Moraes sustentou que a prisão "atende integralmente, às necessidades do condenado". O ministro afirma que na prisão, Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental".

O magistrado especificou ainda que a Papudinha possui a estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente. "Com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos."

Em seu voto, Moraes reforçou o que havia exposto em sua decisão, afirmando que Bolsonaro só está detido na Papudinha porque tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.

"A conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva antes do trânsito em julgado da ação penal foi derivada única e exclusivamente pela conduta ilícita de Jair Messias Bolsonaro que, no intuito de fugir, violou seu equipamento de monitoramento eletrônico, às 0h08min do dia 22/11/2025?, escreveu Moraes.

O julgamento está aberto em sessão virtual extraordinária e os demais ministros da Primeira Turma, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia podem votar até as 23h59 desta quinta-feira.

Estadão
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