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Política

Ministros dos Brics aprovam agenda sobre questões populacionais

13 fev 2015 - 01h53
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O bloco dos Brics - formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - aprovou nesta quinta-feira a agenda sobre assuntos populacionais, elaborada a partir da última cúpula presidencial do grupo, realizada em julho do ano passado em Fortaleza.

A agenda foi ratificada hoje em Brasília durante a 1ª Reunião de Ministros Responsáveis por Assuntos Populacionais dos Brics, encontro realizado dentro do 2º Seminário de Funcionários e Peritos em Questões Populacionais do bloco, que começou na terça-feira e termina nesta amanhã em Brasília.

A agenda para cooperação sobre assuntos populacionais tem vigência até 2020 e tomará como referência os casos de "excelência" entre os próprios países-membros.

A reunião abordou assuntos como a mortalidade materna, a aids e doenças sexualmente transmissíveis, migração rural e urbana, urbanização, terceira idade e diferenças de gênero no mercado de trabalho, entre outros.

"Todos temos grandes desafios populacionais pela frente, e para vencê-los vamos precisar de políticas inovadoras e melhorar a qualidade das políticas que já temos", disse aos jornalistas o subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros.

O também presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento, órgão que envolve vários ministérios, destacou o seminário de quase uma semana, a reunião de ministros como o "ponto máximo" das discussões e as visitas e intercâmbios entre os cinco países.

Entre os exemplos, Paes de Barros ressaltou que o Brasil pode ajudar no atendimento aos casos de aids na África do Sul, onde 20% da população adulta padece da doença. Sobre a migração do campo para a cidade, comentou que o Brasil pode ajudar Índia e China, que passam por essa situação.

"Já na mortalidade materna, temos mais a aprender do que a ensinar, pois o país não vai cumprir a meta do milênio", apontou o subsecretário.

O vice-ministro russo de Trabalho e Proteção Social, Sergey Velmyaykin, confirmou que o terceiro seminário será realizado em seu país e acrescentou que a Rússia enfrenta situações de envelhecimento da população e ondas migratórias.

A delegação do Ministério da Saúde e Planejamento Familiar da Índia, por sua vez, expôs que 30% da população desse país vive em áreas urbanas, mas esse percentual pode passar de 90% nos próximos 70 anos.

Para o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde, Família e Planejamento da China, Wang Peilna, um dos principais problemas do gigante asiático é também o envelhecimento populacional, com 200 milhões de idosos de 65 anos e que requerem melhorar sua qualidade de vida.

O conselheiro do Ministério de Desenvolvimento Social da África do Sul, Sipho Snezi, abordou o tema dos direitos humanos e defendeu os casos de sucesso de cada país para ajudar os outros membros do bloco.

A próxima reunião ministerial sobre o tema será realizada em 2018, na China, que será precedida por seminários e encontros técnicos sobre as áreas temáticas identificadas.

EFE   
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