Messias disse a Lula que sairia do governo e presidente pediu para ele ficar; leia bastidor
Segundo interlocutores, advogado-geral da União cogita atender ao pedido do presidente
BRASÍLIA - O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tinha a intenção de deixar o governo. O petista pediu para ele continuar no cargo. A conversa ocorreu no Palácio da Alvorada, depois que o Senado rejeitou o nome de Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo interlocutores de Messias, ele estava contando com a vaga na Corte e, depois que o plano naufragou, não veria sentido em continuar no cargo que ocupa atualmente. Entre os motivos está o clima ruim para lidar, como chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), com os senadores que derrubaram a indicação e com os ministros do STF que trabalharam contra a nomeação.
Ainda de acordo com pessoas ligadas a Messias, em nome da proximidade dele com Lula, o chefe da AGU considera o pedido do presidente para permanecer na equipe até o fim do governo, em dezembro, e ainda não teria tomado uma decisão definitiva.
Como ministro da Advocacia-Geral da União, Messias atua perante o STF em ações judiciais de interesse do governo e costuma despachar com integrantes da Corte. Na campanha para uma vaga no tribunal, o advogado-geral contou com o apoio dos ministros André Mendonça, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques.
Em contrapartida, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes teriam trabalhando para impedir a aprovação de Messias no Senado e saíram vitoriosos. Assim como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dupla preferia ver indicado para o STF o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
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