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Política

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Mendonça proíbe propaganda de Caiado afirmando que o PT 'invadia terras'

Campanha do candidato afirmava que Caiado combateu invasões capitaneadas pelo PT; procurada, a campanha de Caiado disse que não vai se manifestar

9 set 2026 - 21h15
(atualizado às 21h52)
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Resumo
O ministro André Mendonça, do STF, proibiu a veiculação de uma propaganda eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD) que afirmava que o PT invadia terras. Ao acolher parcialmente o pedido da coligação de Lula, Mendonça destacou que não há base factual para atribuir invasões diretamente ao partido, embora tenha mantido autorizadas críticas à relação histórica entre a sigla e o MST. A versão original da peça foi suspensa, e o pedido de direito de resposta ainda será analisado pela Justiça.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido da coligação de Lula (PT), nesta quarta-feira, 9, contra uma propaganda do candidato a presidência Ronaldo Caiado (PSD).

A campanha de Caiado dizia que "quando o PT começou a invadir a terra de quem plantava, Caiado fez o que ninguém tinha coragem de fazer". A coligação de Lula alegou que a propaganda confundia o PT com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e associava o presidente à criminalidade.

Mendonça deu parcialmente razão ao pedido e determinou que a propaganda não volte a ser exibida na versão original. O ministro entendeu que há diferença entre dizer que o PT tem proximidade ou afinidade política com movimentos que invadem terras e afirmar que o próprio partido pratica invasões.

Procurada, a campanha de Caiado disse que não vai se manifestar

Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República
Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

"Não se identifica substrato factual que permita atribuir ao Partido dos Trabalhadores, enquanto agremiação, a prática material de invasões de propriedades rurais", afirmou Mendonça na decisão.

A decisão, entretanto, ainda abre margem para que Caiado critique a proximidade entre Lula e o MST: "não cabe impedir que os requeridos critiquem a relação histórica entre o Partido dos Trabalhadores e o MST".

O ministro ainda não concedeu o direito de resposta à coligação do PT, deixando para que ela seja autorizado ou não depois da defesa de Caiado/PSD e da manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral.

Estadão
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