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Lula

PT investe em "desavermelhar" sua imagem; campanha de Lula é cheia de verde-amarelo

Segunda leva de inserções comerciais mostrará Bandeira do Brasil na Avenida Paulista, presidente na ONU e sanções contra o País articuladas por Eduardo Bolsonaro nos EUA

27 set 2025 - 04h06
(atualizado às 07h19)
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presidente Lula.
presidente Lula.
Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil) / Portal de Prefeitura

BRASÍLIA - O PT vai vestir as cores da Bandeira do Brasil e "desavermelhar" sua imagem, ainda que de forma suave. Na segunda leva de inserções do partido na TV, prevista para outubro, os petistas aproveitarão a reviravolta política dos últimos dias e a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 80.ª Assembleia-Geral da ONU para resgatar o verde e amarelo.

"As manifestações de rua em protesto ao projeto da anistia e à PEC da Blindagem, além das articulações feitas pelo deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, contra o Brasil, tiraram da extrema-direita o monopólio dos símbolos nacionais", disse o novo secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares.

Na prática, a propaganda do partido começa a indicar a linha da campanha de Lula à reeleição, em 2026. Desta vez, os comerciais ficaram a cargo da Log Produções & Filmes. O publicitário Sidônio Palmeira, hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social, assinou os programas eleitorais do petista, em 2022, e deverá ter a mesma tarefa no ano que vem.

Nesta temporada, a imagem da enorme Bandeira do Brasil estendida na Avenida Paulista durante a manifestação do domingo 21, em contraponto à dos Estados Unidos - aberta por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, no ato de 7 de Setembro -, também aparecerá nas inserções do PT.

"Quando eu vi aquela bandeira dos EUA no 7 de Setembro, achei que fosse montagem. Como é que pode?", indagou Valadares. "Não poderíamos perder isso. Nosso programa terá muito verde, amarelo, azul e branco. Vamos mostrar as cores e as caras do Brasil, com a Amazônia, o sertão, os pampas e os grandes centros urbanos", completou o secretário de Comunicação do PT.

O destaque dos filmes será Lula na ONU dez dias depois da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Assuntos como a morte da proposta de emenda à Constituição que impedia a abertura de processos criminais contra parlamentares, sem autorização do Congresso, entrarão nas inserções comerciais de forma genérica.

Na Câmara, 12 deputados do PT chegaram a se posicionar a favor da PEC da Blindagem e oito aprovaram a manobra para que houvesse voto secreto nas sessões destinadas a autorizar processos criminais contra parlamentares.

O episódio abriu uma crise no PT, que resolveu enquadrar suas bancadas no Congresso. Antes mesmo de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado derrubar a proposta, que ficou conhecida como "PEC da Bandidagem", o partido divulgou uma resolução política, seguindo orientação de Lula, contra "qualquer redução de pena para quem planejou golpe de Estado e tentativa de assassinato do presidente da República, vice-presidente e presidente do Tribunal Superior Eleitoral".

O documento também determinava que os senadores do partido rejeitassem a PEC "que reestabelece as prerrogativas parlamentares". A proposta não foi chamada ali de "PEC da Blindagem" ou "da Bandidagem", fato que provocou críticas da esquerda petista.

Na primeira leva de comerciais na TV, que já está no ar, o PT deu destaque às mulheres com jornada dupla - aquelas que trabalham e cuidam dos filhos - para defender uma das propostas do governo: o fim da escala 6 por 1. "Nós saímos das palavras de ordem para os vídeos com emoção", observou Valadares.

As últimas inserções autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem ocorrer no fim de outubro e mostrarão as bandeiras do PT e do governo, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a taxação BBB (bilionários, bancos e bets).

A estratégia em curso, que também será usada na campanha de 2026, consiste em substituir o "nós contra eles" pelo conceito de "justiça tributária".

Estadão
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