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Política

Lula volta a criticar primeiro-ministro de Israel que quer 'aniquilar palestinos'

15 jun 2024 - 21h26
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou novamente a atuação do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, na guerra contra o grupo terrorista Hamas, afirmando que Netanyahu "não está interessado em resolver o conflito [na Faixa de Gaza] e sim aniquilar os palestinos". A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa, no sul da Itália, onde participou da reunião de cúpula do G-7.

"O que eu falei na União Africana sobre o que acontecia em Israel, eu mantenho 150% do que eu falei, porque o primeiro-ministro de Israel, ele não quer resolver o problema. Ele quer aniquilar os palestinos em cada gesto dele, em cada ato", afirmou o presidente a jornalistas.

Desta vez, o presidente subiu o tom contra Netanyahu, diferentemente do que fez dias atrás quando criticou as ações militares de Israel nos territórios palestinos, afirmando que o se vê em Gaza é o "legítimo direito de defesa se transformar em direito de vingança".

O presidente Lula também desafiou Netanyahu a cumprir a resolução de cessar-fogo aprovada pelo Conselho de Segurança na ONU na última segunda-feira, 10. A proposta prevê um cessar-fogo inicial de seis meses com a libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos, a retirada das forças israelenses de áreas povoadas em Gaza e o retorno de civis palestinos a todas as áreas do território.

Durante a fala, Lula também criticou a Organização das Nações Unidas por não atuar de maneira enérgica para resolver o conflito no Oriente Médio. Nas reuniões do G-7, o presidente já havia cobrado por respeito a decisões dos órgãos de governança global ligados às Nações Unidas, como o Conselho de Segurança e a Corte Internacional de Justiça (CIJ), e os chamou de "inoperantes".

"Por isso que nós defendemos uma mudança na ONU, porque a ONU quando tomar uma decisão, ela tem que ser cumprida. E eu quero dizer em alto e bom som: só será resolvido o conflito no Oriente Médio, entre o governo de Israel e o povo palestino, no dia que a ONU tiver força para implementar a decisão que demarcou o território em 1967 e deixar os palestinos construírem sua pátria livremente e viver harmonicamente com o povo judeu".

O presidente voltou a afirmar que o acontece na Faixa de Gaza é um "genocídio contra mulheres e crianças" e que irá continuar brigando para resolver o conflito.

Estadão
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