Lula viaja a BH nesta reta final do 1º turno; é a 4ª viagem a MG
Na reta final do 1º turno, Lula realiza sua quarta viagem a Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e decisivo historicamente nas eleições presidenciais. A visita a Belo Horizonte reforça a estratégia do presidente de priorizar os grandes colégios eleitorais do Sudeste, além de compensar impasses na candidatura petista ao governo estadual. Ao todo, Lula somará 27 agendas em 14 estados, equilibrando viagens entre locais onde venceu e perdeu para Bolsonaro em 2022.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará a Minas Gerais pela quarta vez nesta campanha eleitoral. Somente nesta reta final da campanha, o presidente marcou duas visitas ao Estado, que tem o segundo maior eleitorado do País. Uma delas, a Juiz de Fora (MG), acabou frustrada, já que o presidente teve de voltar a Brasília depois de pousar no aeroporto por causa das intensas chuvas na região.
Ao longo da campanha, Lula terá visitado, com a viagem desta sexta-feira, 2, três vezes à capital mineira e uma vez a Montes Claros. Em BH, Lula perdeu para Jair Bolsonaro (PL) em 2022 no primeiro e no segundo turno. Em Montes Claros, teve mais votos no primeiro turno (46,6% contra 44,9% de Bolsonaro), mas perdeu no segundo turno (48,7% contra 51,2%).
Minas Gerais é o segundo maior eleitorado do Brasil. Tem, ao todo, 16,3 milhões de eleitores aptos a votar neste ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tem um simbolismo importante para as eleições presidenciais: desde a redemocratização, sempre o candidato mais votado em Minas acabou eleito presidente.
O Estado divide esse retrospecto com o Amazonas, que tem um número bem menor de eleitores (2,8 milhões, o 15º maior), o que reduz sua influência na votação em nível nacional.
As viagens ao Estado ao longo da campanha são uma forma também de compensar a indecisão que o PT enfrentou para definir seu candidato ao governo do Estado. Lula falou publicamente diversas vezes sobre sua vontade de ter o agora ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco como seu candidato. Pacheco sinalizou positivamente a essa possibilidade, mas depois negou. O PT teve um impasse até formalizar o deputado Patrus Ananias (PT) como candidato.
O petista figura como segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto ao governo do Estado. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa. Tem 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada na terça-feira, 29. Ananias tem 18%.
As viagens da campanha de Lula
As idas de Lula para Minas Gerais refletem como o Estado é estratégico na busca pelo quarto mandato. Com quatro eventos, o Estado foi o segundo com mais agendas políticas desde que o período de campanha começou em 16 de agosto.
Além de Minas, Lula priorizou, na reta final de sua campanha, viagens aos maiores colégios eleitorais. Ele foi a São Paulo seis vezes e ao Rio, quatro.
No total, Lula terminará a campanha com 27 agendas de campanha em 20 cidades de 14 Estados diferentes. Além do Sudeste, as regiões Sul e Nordeste foram tratadas com atenção. As regiões Norte e Centro-Oeste tiveram apenas uma agenda, cada uma.
O presidente da República variou agendas entre regiões em que venceu Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2022 e as que perdeu para o ex-capitão reformado. Das 20 cidades com agendas de campanha, ele perdeu em dez e ganhou em outras dez.
Lula esteve, por exemplo, em Juazeiro do Norte (CE), onde obteve 76% dos votos válidos contra Bolsonaro em 2022, e também em São José do Rio Preto (SP), onde perdeu para o ex-presidente, que conseguiu 68% dos votos válidos.
Nos últimos dias de campanha, o presidente passou a mirar grandes eleitorados municipais, como Belém (1 milhão de eleitores), Salvador (1,9 milhão), Fortaleza (1,8 milhão) e Recife (1,2 milhão). Nesta sexta-feira, 2, ele irá ao Rio (4,9 milhões) e, depois, a Belo Horizonte (1,9 milhão).
O presidente encerrará a campanha em São Paulo, maior colégio do País, que tem 9,1 milhões de eleitores. Em 2022, a vitória contra Bolsonaro no segundo turno por quase 500 mil votos foi considerada crucial para a vitória petista.
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