Lula vai mediar conflito entre Marina e Silveira sobre exploração de petróleo, diz governador do PA
Helder Barbalho defende que Ibama autorize pesquisas da Petrobras na foz do Rio Amazonas e vê 'oportunidade' para atividade petrolífera 'com menor impacto ambiental'; governador paraense afirma que tem tratado do caso revelado pelo 'Estadão' diretamente com Lula e com o governador do Amapá
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou que o presidente Luiz Inácio Inácio da Silva (PT) vai mediar o conflito entre os ministérios de Meio Ambiente (MMA) e Minas e Energia (MME) em torno da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas.
Como mostrou o Estadão, o projeto virou cabo de guerra entre Marina Silva e Alexandre Silveira, respectivos titulares das pastas. A ideia é defendida pela Petrobras, vinculada ao MME, mas sofre oposição de Marina Silva e do Ibama, que responde ao MMA e a quem cabe dar a licença para exploração.
Barbalho afirmou que Lula tem discutido o assunto diretamente com ele e com Clécio Luiz, governador do Amapá; ambos os Estados abrangem a área cobiçada pela Petrobras para exploração.
"Lula disse que 'haverá de mediar o assunto' com os ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente. Os governadores do Pará e do Amapá estão abordando esse assunto com presidente da República", afirmou Barbalho durante evento do grupo Esfera Brasil nesta segunda-feira, 15.
Oportunidade
O governador defendeu que a Petrobras tenha direito de "pesquisar" a possibilidade de exploração do petróleo e que, com a devida "compatibilização ambiental", o projeto seria uma boa "oportunidade".
"Defendo que o Ibama permita que a Petrobras possa pesquisar e, a partir daí, nos critérios ambientalmente corretos, definir qual a metodologia e mecanismo para exploração com menor impacto possível. A partir daí, permitir que essa oportunidade possa surgir", declarou Helder Barbalho. "Posso admitir que a França explore petróleo nessa mesma bacia há 10 anos e o Brasil não se permita a pesquisar a oportunidade de que uma empresa da magnitude da Petrobras possa fazer o mesmo?", questionou. Ele admitiu, no entanto, que pode ser "contraditório" tratar da exploração de combustíveis fósseis nesse momento de amplo debate sobre renovação da matriz energética.
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