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Política

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Lula questiona sobre SUS; Flávio faz mea culpa sobre saúde no governo Jair Bolsonaro

18 out 2026 - 21h56
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Resumo
Em debate, Flávio Bolsonaro admitiu falhas na saúde sob a gestão do pai após Lula criticar a condução da pandemia e a atuação do governo anterior no SUS. Flávio justificou o cenário pelo ineditismo da covid-19 e destacou a compra de vacinas. Lula defendeu a ciência, a ampliação do Mais Médicos e a melhora no tratamento oncológico. O senador encerrou apresentando propostas econômicas, como a criação do Ministério da Prosperidade e a renegociação de dívidas com períodos de carência.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez um mea culpa sobre os resultados da saúde no governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o debate Band/Estadão deste domingo. A declaração ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar a condução da pandemia de covid-19 e questionar o adversário sobre seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS).

"De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea culpa", afirmou Flávio. O senador ponderou que o governo enfrentou dois anos de uma pandemia causada por uma doença nova, que, segundo ele, ninguém sabia direito como combater. "O Bolsonaro deu o seu melhor", disse.

Flávio também citou a compra de vacinas na gestão do pai e ironizou o adversário. "O Lula tomou vacina, né? Quem comprou vacina? O presidente Bolsonaro. Tem Bolsonaro dentro do Lula."

Lula havia afirmado que o governo anterior deveria ter ouvido a ciência e os médicos, evitado a falta de vacinas e de oxigênio e não recomendado cloroquina. O petista atribuiu à condução da crise sanitária parte das mortes por covid-19 no País. "Vocês não gostam do SUS?", perguntou.

Na réplica, o presidente defendeu a ampliação do Mais Médicos e afirmou que sua gestão trabalha para recuperar os seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Também disse que o governo busca garantir o diagnóstico e o início do tratamento de câncer em até 30 dias. "Estamos caminhando para chegar nesse ponto no Brasil", afirmou.

Ao retomar a palavra, Flávio passou a apresentar propostas para renegociar dívidas. O senador prometeu que, em um eventual governo, haverá carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas, além de crédito barato e de longo prazo. Também voltou a defender a criação de um Ministério da Prosperidade.

Estadão
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