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Política

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Lula escreve carta para evangélicos e diz que fim da escala 6x1 permite mais tempo para ir a igreja

Campanha do PT também lança canal de WhatsApp 'Cristãos com Lula 13', que pretende atingir católicos e outros segmentos religiosos; Alckmin anuncia iniciativa ao lado de Messias

13 out 2026 - 22h12
(atualizado em 14/10/2026 às 10h15)
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Resumo
Em busca de apoio para a reeleição, o presidente Lula lançou uma carta aos evangélicos na qual defende o fim da escala 6x1, afirmando que a medida garante aos fiéis mais tempo para a igreja e a família. Na mensagem, repleta de termos religiosos, o petista também destacou o combate ao crime e o veto às apostas online. A iniciativa integra uma ofensiva eleitoral que inclui canal de WhatsApp e caravanas temáticas para aproximar sua campanha dos diferentes segmentos cristãos antes do segundo turno.

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança nesta quarta-feira, 14, uma "Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras" na qual pede apoio ao quarto mandato e afirma ter chegado até aqui "com a proteção divina, orientado por um propósito e missão". Candidato à reeleição, Lula destaca no texto que iniciativas de seu governo, como o fim da escala 6x1, garantem para o povo evangélico "mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração".

Bandeira da campanha petista, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1 entra em votação no Senado nesta quarta-feira. Lula também cita na carta a proibição das apostas online, conhecidas como bets, e o combate a todos os tipos de violência e ao crime organizado.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, escreveu carta aos evangélicos
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, escreveu carta aos evangélicos
Foto: Wilton Junior / Estadão / Estadão

A 12 dias do segundo turno da eleição, a equipe do presidente também lançou o canal de WhatsApp "Cristãos com Lula 13?. Em vídeo divulgado nas redes sociais, na noite desta terça-feira, 13, o vice Geraldo Alckmin, que é católico, aparece ao lado do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, evangélico, e pede que todos acompanhem os compromissos do governo com as crianças, os adolescentes e as famílias por aquele canal.

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Na prática, a ideia é abrir frentes de diálogo com diversos segmentos religiosos cristãos. Nesta quarta-feira, 14, por exemplo, terá início a caravana "Cristãos pela Democracia", que contará com atos em defesa da família, da esperança, do trabalho e da segurança, em vários pontos do País.

A carta de Lula para os evangélicos é recheada de expressões religiosas e cita 13 vezes a palavra família - ou no singular, ou no plural. No texto, o presidente lembra da mãe, Dona Lindu, que criou com dificuldades oito filhos, e diz que, se não fosse pela "boa mão de Deus", não teria saído vivo das várias batalhas enfrentadas.

"Resolvi escrever a vocês com o coração aberto, cheio de verdade, pois os cristãos com quem tenho dialogado estão me ensinando que a Bíblia nos orienta a "seguir a verdade em amor"", afirmou Lula. "Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé".

Ao mencionar o combate às apostas online, o presidente observou que as bets estão destruindo os lares. Foi então que ele citou o seu "empenho" para que todos tenham dois dias de descanso semanal. "As pessoas precisam de mais tempo para descansar, ter lazer e estar em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares. Para o povo evangélico, isso garante, inclusive, mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração", argumentou.

Em outro trecho, Lula diz que tem escutado o "clamor legítimo e urgente" dos evangélicos por mudanças, segurança e prosperidade. "Jamais poderão nos acusar de estarmos comprometidos com políticas que destroem vidas, que fecham templos ou que não demonstrem respeito, como Jesus nos ensinou, que devemos amar a todas as pessoas", sustentou.

Ao final, o presidente conclama os evangélicos a pedirem "discernimento a Deus" para fazer sua escolha nesta eleição, mas em nenhum momento cita o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa.

Estadão
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