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Política

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Lula diz que vai envolver sociedade na escolha de ministros do STF

30 set 2026 - 13h35
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Resumo
Em entrevista, o presidente Lula defendeu a criação de um conselho com a participação da sociedade na indicação de ministros do STF, com o objetivo de estabelecer novos critérios de escolha. O petista também propôs o fim da vitaliciedade no Judiciário, sugerindo mandatos de 10 a 12 anos para os magistrados da Suprema Corte. Além disso, afirmou que a função pública deve ser exercida como um sacerdócio, sendo incompatível com ambições de enriquecimento financeiro.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu nesta quarta-feira, 30, em entrevista a youtubers de esquerda exibida no canal Cosmo Política, que a sociedade deve ser envolvida na escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de um "conselho".

"Tenho a ideia de envolver a sociedade na escolha. Não pode ser uma coisa de que o presidente indica um nome, esse nome vai para o Senado e aprova ou não aprova. Aí quando ele coloca a toga, ele não tem compromisso fiel com a Constituição. Quero discutir um critério", declarou Lula.

O candidato à reeleição defendeu também a criação de mandatos para ministros da Suprema Corte, pauta que passou a defender durante a campanha após a crise instaurada na Corte com a investigação de ministros envolvidos no escândalo das fraudes bilionárias do Banco Master.

"Ninguém pode ficar 40, 50 anos na mesma função. É melhor ter mandato para todo o Poder Judiciário para que saibamos que, de vez em quando, as pessoas podem mudar também. Se o presidente troca de quatro em quatro anos, por que você não pode fazer um mandato de 10 ou 12 anos", disse o presidente da República.

Lula voltou a dizer ainda que magistrados da Corte não podem ter ambições financeiras. "Quem quiser ser ministro da Suprema Corte não pode querer ser rico porque é incompatível. Aquilo é um sacerdócio", comentou.

Estadão
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