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Política

Lula diz que Trump 'ajudaria muito se tentasse interferir nas eleições no Brasil'

O petista afirmou que 'palpites' do presidente dos EUA em eleições são 'intromissão sem precedente na soberania de um País'

14 abr 2026 - 20h55
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não tem receio de uma eventual interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras de outubro deste ano. Segundo ele, isso poderia inclusive beneficiá-lo na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Receio não tenho. Eu acho que ele me ajudaria muito se fizesse isso", disse bem-humorado o presidente nesta terça-feira, 14, em entrevista aos sites Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Revista Fórum.

"O vice dele (JD Vance) foi à Hungria fazer campanha ao (Viktor) Orbán (primeiro-ministro da Hungria, derrotado no último fim de semana nas eleições). Tenho visto mensagens do Trump dando palpite nas eleições de Honduras, Costa Rica. Acho absurdo, é uma intromissão sem precedente na soberania de um País", declarou.

"Aqui ele ainda não fez, mas meus adversários têm um filho lá que foi pedir para o Trump intervir no Brasil, acho isso um erro de comportamento tanto deles pedindo quanto do Trump", disse em referência à atuação de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades dos EUA.

Lula fez uma série de críticas Trump. Disse, por exemplo, que o norte-americano está "querendo uma Delcy (Rodríguez, presidente da Venezuela) cubana" para mudar o regime político em Cuba, mas que isso "não vai acontecer". Defendeu que os "cubanos precisam encontrar uma solução política".

Ele também falou sobre sua relação com o líder venezuelano Nicolás Maduro, que foi capturado pelo governo norte-americano e se encontra preso em solo estadunidense.

Segundo Lula, a relação "foi mais difícil" do que com Hugo Chávez, porque Maduro "não tinha a perspicácia política do Chávez". Ele também narrou uma conversa que os dois tiveram antes das eleições de 2024 na Venezuela. O petista afirmou ter dito a Maduro que a eleição precisava "ser a mais livre possível, para não haver dúvidas" sobre o resultado.

Estadão
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