Lula diz que não quer depender de EUA e China para IA e acusou Trump de querer 'acabar com o Pix'
Presidente afirmou ainda quem buscar construir datas centers no País 'vai ter que produzir sua própria energia' e defendeu ampliar a infraestrutura tecnológica no País
Em comício em São José do Rio Preto, o presidente Lula defendeu a autonomia do Brasil em inteligência artificial frente aos EUA e à China, apoiando o incentivo a data centers via Redata com exigência de geração própria de energia. Ele também acusou Donald Trump de querer acabar com o Pix e prometeu defender o sistema. Por fim, o petista destacou avanços econômicos, como o aumento real do salário mínimo e a redução da inflação de alimentos, além de pedir apoio ao eleitorado feminino.
BRASÍLIA E SÃO PAULO - O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste sábado, 5, que o Brasil não quer depender da China ou dos Estados Unidos no desenvolvimento de inteligência artificial e defendeu uma tecnologia produzida em português.
Durante comício em São José do Rio Preto (SP), Lula também destacou o uso do gov.br e afirmou que 178 milhões de pessoas se conectam ao governo pela plataforma.
O petista vinculou esse avanço à estratégia de ampliar a infraestrutura tecnológica no País. Segundo ele, a aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) pelo Senado abre a possibilidade de atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no Brasil. O projeto envolve um conjunto de incentivos fiscais para a instalação de de centros de processamento de dados e IA no País.
"Quem vier produzir aqui data center vai ter que produzir sua própria energia", afirmou Lula. Ele disse que o objetivo é aproveitar a disponibilidade de energia barata no País para atrair novos projetos e ampliar a capacidade tecnológica brasileira.
Lula disse ainda que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer "acabar com o Pix", mas afirmou que pretende defender o sistema de pagamentos em encontro com o republicano. "Eu vou encontrar o Trump na ONU e dizer para ele fazer um Pix e ver o quanto é bom", afirmou.
As declarações ocorreram ao lado do candidato a governador de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, e das candidatas ao Senado Federal pela chapa governista, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Após o ato, Lula realiza uma visita ao campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no município. Mais cedo, o candidato esteve no Hospital de Amor de Barretos (SP). No fim da tarde, o petista volta a Brasília.
'Pensar o futuro' passa por aumentar o salário
Durante o ato, Lula afirmou também que "pensar o futuro" passa por aumentar o salário mínimo acima da inflação e rebateu críticas do adversário Flávio Bolsonaro (PL) sobre o custo de vida no País.
"Pensar no futuro é acabar com a fila do INSS. Pensar no futuro é ter o menor índice de desemprego na história desse país", complementou Lula.
O petista afirmou que a inflação de alimentos foi de 56,17% nos quatro anos do governo anterior, ante 13,6% durante os quatro anos de sua gestão.
O IPCA, índice oficial de inflação do País, acumulava alta de 4,64% em 12 meses até junho de 2026. No mês, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,24%, segundo o IBGE.
Lula também fez aceno ao eleitorado feminino, prometeu combate "muito pesado" ao feminicídio e defendeu a prisão de homens que agridem mulheres. O petista ainda vinculou a participação feminina à disputa eleitoral e afirmou esperar apoio das mulheres à sua candidatura e às candidaturas ao Senado de Marina Silva e Simone Tebet.
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