Lula critica remédios emagrecedores em casos desnecessários: 'Têm que tirar a bunda da cadeira e andar'
Presidente deu declaração após anúncio da oferta do medicamento na rede pública do RJ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira, 13, o uso do medicamento Ozempic como solução para perda de peso e afirmou que mudanças de hábito, como caminhar diariamente, são essenciais para quem quer emagrecer.
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A declaração foi feita durante a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, evento que contou com a presença do prefeito Eduardo Paes (PSD) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT).
Ao comentar o uso do medicamento, que ganhou popularidade pelos efeitos no emagrecimento, Lula afirmou que muitas pessoas poderiam adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia. "Por que que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que que não caminham? Por que que não fazem ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco", declarou.
Antes da fala do petista, Paes havia anunciado que o Ozempic será incorporado à rede pública municipal do Rio de Janeiro a partir da próxima semana, quando cai a patente do remédio. Segundo o prefeito, a distribuição começará em uma unidade de saúde da Zona Oeste da cidade.
"Na terça-feira que vem - a gente está esperando o anúncio do [ministro da Saúde, Alexandre] Padilha, então, está saindo cara essa conta -, nós introduzimos o Ozempic na rede pública de saúde da cidade do Rio de Janeiro, no super centro da Zona Oeste", afirmou Paes, ao lado do presidente e do ministro.
Lula classificou o debate sobre o uso do medicamento como "delicado" e disse que a prescrição deve ser feita com responsabilidade médica.
"Primeiro, a qualidade da comida: somos obrigados orientar as pessoas que elas precisam comer comida saudável. Você não pode dar de presente uma injeção para as pessoas emagrecerem se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas e comer um quilo de torresmo", prosseguiu.
O presidente também ressaltou que o medicamento deve ser reservado para casos em que há necessidade clínica. "O remédio não é um prêmio para quem é relaxado". Segundo ele, "o remédio tem que ser dado para as pessoas que por necessidade de saúde não conseguem emagrecer."
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