Lula chama juros do cartão de 'crime' e diz que quer limitar número de cartões por pessoa
O presidente Lula classificou como "crime" os juros do cartão de crédito, que se aproximam de 450% ao ano, e afirmou que discute com o Banco Central medidas para conter o endividamento das famílias. Entre as ações previstas pelo governo, o mandatário declarou a intenção de proibir os bancos de emitirem mais de um cartão por pessoa, criticando também o envio indiscriminado do produto pelas instituições financeiras aos consumidores sem solicitação prévia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou nesta quinta-feira, 01, os juros cobrados no cartão de crédito, classificou a situação como um "crime" e afirmou que o governo discute com o Banco Central uma forma de limitar a quantidade de cartões concedidos a cada pessoa.
"Quanto é que o povo paga? É 493%, 500% no cartão de crédito. Dá para fazer alguma coisa. É o que eu estou exigindo que faça agora", afirmou Lula, em entrevista ao Flow Podcast.
Na sequência, o presidente criticou a oferta de cartões pelas instituições financeiras. "É um crime. Os bancos hoje distribuem cartão de crédito sem saber se você quer. Eles mandam para você", declarou.
O presidente afirmou que o tema está sendo discutido com a autoridade monetária e antecipou uma possível restrição. "Nós estamos discutindo com o Banco Central. Nós vamos proibir os bancos de darem mais de um cartão de crédito para as pessoas", declarou.
Dados divulgados pelo Banco Central mostram que a taxa média de juros do crédito rotativo do cartão chegou a 449,4% ao ano em agosto, uma das modalidades mais caras do sistema financeiro.
Durante a entrevista, Lula relacionou ainda a facilidade de acesso ao crédito ao endividamento das famílias e afirmou que o governo pretende adotar medidas para reduzir esse tipo de exposição dos consumidores.
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