Líderes evangélicos negam em nota 'guerra' com católicos e repudiam uso de fake news
Em nota oficial, o Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil repudiou o uso de fake news por apoiadores do presidente Lula, acusando-os de tentar incitar uma guerra religiosa com os católicos para fins eleitorais. A manifestação desmente boatos de que o candidato Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título de padroeira do país de Nossa Senhora Aparecida, reiterando que evangélicos e católicos vivem em paz e que não há qualquer plano de cancelar feriados ou cultos.
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), entidade que diz reunir 10 mil pastores de diversas denominações, publicou uma nota nesta segunda-feira, 28, em que "repudia com veemência" o que chama de "utilização de uma fake news por Lula e seus seguidores para atingir um adversário político".
O texto faz referência a uma história falsa disseminada por apoiadores do atual presidente da República para afirmar que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) vai retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de padroeira do Brasil. Flávio negou reiteradamente qualquer intenção nesse sentido. Segundo a publicação do Cimeb, Lula e seus apoiadores atuam para "promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos".
Entre as 14 lideranças evangélicas que assinam a manifestação, estão apoiadores declarados de Flávio, como o pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo, e o bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra.
"Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião", diz o texto.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.