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Kim Kataguiri retira candidatura à presidência da Câmara

Deputado eleito pelo DEM-SP apoiará candidatura de Marcel Van Hattem (Novo-RS) ao cargo

23 jan 2019
17h20
atualizado às 17h34
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O deputado eleito Kim Kataguiri (DEM-SP) retirou sua candidatura à presidência da Câmara e anunciou apoio ao também deputado eleito Marcel Van Hattem (Novo-RS). O anuncio foi feito nesta quarta-feira, 23, pelos parlamentares.

Kataguiri disse que Marcel reúne as qualificações para realizar as reformas necessárias e deixar a Câmara mais enxuta e veloz. Ele também disse que irá juntamente com o Partido Novo intensificar a busca por votos nas próximas semanas, até as eleições, que serão no dia 1º de fevereiro.

O deputado eleito Kim Kataguiri (DEM), co-fundador e coordenador do Movimento Brasil Livre
O deputado eleito Kim Kataguiri (DEM), co-fundador e coordenador do Movimento Brasil Livre
Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo

Kataguiri havia anunciado sua candidatura apesar de seu partido ter outro candidato, que é o atual presidente da Casa e o favorito na disputa até o momento, Rodrigo Maia (DEM-SP).

"Ele não defende as reformas administrativas e não tem um canal direto de comunicação com a população", afirmou o deputado eleito do DEM de São Paulo, que é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), ao responder o porquê de não apoiar o correligionário.

Kataguiri negou que tenha havido pressões do partido para que ele desistisse de sua candidatura e disse que chegou a conversar com Maia antes de tomar a decisão de apoiar Van Hattem.

"Maia respeita meu apoio", disse e acrescentou que esse posicionamento é ideológico. Segundo ele, não houve negociação de posições na Casa. Van Hattem afirmou que ele e Kataguiri defendem as mesmas ideias e agradeceu o apoio do colega.

O Novo anunciou nesta terça-feira, 22, a candidatura de Van Hattem. Sua plataforma de campanha para o cargo inclui temas como a desburocratização da máquina pública, o fim do foro privilegiado e as reformas da Previdência e tributária.

O parlamentar também afirmou que o partido terá uma posição de independência em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Apesar de ser uma bancada nanica, com oito deputados eleitos, o partido diz que tem conversado com integrantes de outras legendas para angariar apoio, inclusive do PSL, que decidiu integrar o bloco do atual presidente da Casa. Maia já conta com o apoio de 12 partidos.

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Estadão
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