Justiça italiana marca novo julgamento sobre extradição de Zambelli para fim de outubro
Ex-deputada está solta desde maio na Itália, enquanto aguarda conclusão de processo de extradição
A Justiça italiana marcou para o dia 29 de outubro uma nova audiência para julgar o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil. A informação da nova data de julgamento foi divulgada pela GloboNews.
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A Justiça da Itália já anulou, duas vezes, decisões favoráveis à extradição de Zambelli. Na anulação mais recente, em julho deste ano, foi apontada como uma das principais motivações para devolver o caso à Corte de Apelação de Roma a necessidade de complementar informações sobre a assistência médica que poderá ser oferecida à parlamentar caso cumpra pena no Brasil.
Na ocasião, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou e disse que a decisão italiana não afastou a possibilidade de extradição nem identificou qualquer impedimento jurídico ao deferimento do pedido brasileiro. A Corte de Cassação determinou apenas que sejam apresentadas informações técnicas mais detalhadas sobre a estrutura de atendimento médico disponível à extraditanda.
Zambelli tem duas condenações no Brasil:
- Em 2025, ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes;
- A ex-deputada também recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O caso ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, com uma arma em punho, o jornalista Luan Araújo pelas ruas da região dos Jardins, em São Paulo.
A ex-deputada está solta na Itália desde maio, enquanto aguarda a conclusão do processo de extradição. Antes das anulações, a Justiça italiana havia autorizado, em março deste ano, o envio da ex-deputada ao País para que ela respondesse às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

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