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Julgamento do Mensalão

No STF, Plínio se diz "entusiasmado" com julgamento do mensalão

13 set 2012 - 14h53
(atualizado às 15h04)
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Fernando Diniz
Direto de Brasília

Circulando pelo Plenário parcialmente vazio do Supremo Tribunal Federal (STF) por volta das 14h desta quinta-feira, o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio (Psol) se mostrou entusiasmado com o julgamento do mensalão. Candidato à presidência da República em 2010, Plínio afirmou ter passado no Supremo para dar "um abraço" nos ministros, mas não concretizou seu desejo porque tinha um compromisso, e as sessões do Supremo sempre atrasam cerca de meia hora.

Plínio de Arruda Sampaio concedeu entrevista nos estúdios do Terra
Plínio de Arruda Sampaio concedeu entrevista nos estúdios do Terra
Foto: Fernando Borges / Terra

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"Estou entusiasmado com o trabalho dos ministros, esse relator (ministro Joaquim Barbosa) é um colosso", disse Plínio. "Estou entusiasmado com a atividade do relator e do presidente (Carlos Ayres Britto). Porque acho que o presidente está conduzindo com uma habilidade, uma firmeza, e ao mesmo tempo uma cordialidade muito grande. Ele está dando grandes explicações para o público", afirmou o político do Psol.

Antes de deixar o Supremo, Plínio encontrou o advogado José Carlos Dias, advogado de Kátia Rabello, que não demonstrou o mesmo otimismo com os rumos do julgamento.

O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.

Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

Fonte: Terra
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