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Indigenista e repórter foram mortos com tiros de arma de caça, diz PF

Pereira foi baleado três vezes, uma na cabeça e duas no tórax, e Phillips uma vez, no peito

19 jun 2022 - 08h42
(atualizado às 09h51)
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Indígenas e defensores da floresta se reúnem em ato que pede justiça por Bruno Pereira e Dom Phillips e mudanças na condução da Funai
Indígenas e defensores da floresta se reúnem em ato que pede justiça por Bruno Pereira e Dom Phillips e mudanças na condução da Funai
Foto: TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO CONTEÚDO

Peritos do Instituto Nacional de Criminalística de Brasília informaram que o indigenista Bruno Pereira, de 41 anos, e o jornalista britânico Dom Phillips, de 57, foram assassinados a tiros de arma usada para caça.

A Polícia Federal confirmou nesse sábado, 18, que o segundo corpo encontrado na região do Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, é o do indigenista Bruno Pereira. A identidade do jornalista britânico já havia sido confirmada na sexta-feira, 17.

Pereira foi baleado três vezes, uma na cabeça e duas no tórax, e Phillips uma vez, no peito. Em nota, a PF afirmou que a morte do indigenista foi causada por "traumatismo toracoabdominal e craniano" e que os disparos, "com munição típica de caça", atingiram o "tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)". Já o jornalista britânico, ainda segundo a corporação, sofreu "traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins, ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica (1 tiro)".

Comparações entre exames odontológicos entregues pela família de Pereira e a arcada dentária recolhida pelos policiais federais confirmaram a identidade do indigenista. O mesmo procedimento foi usado na identificação do repórter. No caso de Phillips, houve ainda a análise de impressões digitais e características físicas, método conhecido como antropologia forense. "Não existem indicativos da presença de outros indivíduos em meio ao material que passa por exames", afirma o comunicado da PF.

Suspeito

O terceiro suspeito de envolvimento no assassinato do indigenista e do repórter se entregou nesse sábado à Polícia Civil do Amazonas. Jeferson da Silva Lima, conhecido 'Pelado da Dinha', é apontado como alguém que participou diretamente do duplo homicídio e ajudou na ocultação dos corpos. Ele se apresentou por volta das 6h na Delegacia de Atalaia do Norte.

Lima estava com a prisão decretada pela Justiça desde anteontem e era considerado foragido. De acordo com o delgado Alex Perez, uma equipe de policiais esteve ontem em endereço ligado ao suspeito e pediu a parentes que o convencessem a se entregar. Já estavam presos o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como "Pelado", que confessou o crime, e o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como "Dos Santos". Todos tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça do Amazonas por 30 dias.

Estadão
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