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Política

Homem destrói placa de Marielle e quebra quadro com imagem de Lula em bar no Rio; veja vídeo

Vandalismo ocorreu na última quinta-feira, 11, no centro da capital carioca e autor não foi identificado; placa similar com nome de vereadora executada foi destruída em 2018

15 jan 2024 - 20h28
(atualizado em 16/1/2024 às 10h37)
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Homem destrói placa de Marielle e quebra quadro com imagem de Lula em bar no RJ:

Um homem em um bar no bairro de Santa Teresa, no centro do Rio, quebrou um quadro com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destruiu uma placa alusiva à vereadora Marielle Franco, que foi executada na cidade em março de 2018. O vandalismo foi gravado por um frequentador do local.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, um homem de camiseta listrada verde e branca dá um soco em um quadro com a imagem de Lula, enquanto outro, de blusa social branca, tenta impedir a ação. O indivíduo também destrói uma placa em homenagem a Marielle, arrancando metade da sinalização da parede.

Placa com nome da vereadora do Rio Marielle Franco, executada em 2018, foi destruída em bar no centro da capital carioca
Placa com nome da vereadora do Rio Marielle Franco, executada em 2018, foi destruída em bar no centro da capital carioca
Foto: @armazemsaojoaquim via Instagram / Estadão

A ação ocorreu na última quinta-feira, 11, no Armazém Pousada São Joaquim, que fica na Rua Almirante Alexandrino. Nas redes sociais, o estabelecimento afirmou que o homem seria um "cliente embriagado e insatisfeito com a posição política representada pelos objetos expostos nas paredes".

O estabelecimento também informou que registrou boletim de ocorrência contra o vândalo: "Respeitamos e acolhemos todas as opiniões, mas não admitimos qualquer forma de violência e violações nesta casa".

Em outra postagem, o bar mostrou como ficou o quadro com a imagem do presidente. O vidro da moldura foi despedaçado, mas o desenho ficou intacto. Segundo os responsáveis pelo local, a peça foi dada de presente por uma artista.

Quadro com desenho do presidente Lula teve o vidro despedaçado após soco de homem
Quadro com desenho do presidente Lula teve o vidro despedaçado após soco de homem
Foto: @armazemsaojoaquim via Instagram / Estadão

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso está sendo investigado pela 7ª Delegacia do Estado e foi encaminhado para o Juizado Especial Criminal (Jecrim). O homem responsável pelo vandalismo ainda não foi identificado.

O Estadão procurou o Armazém São Joaquim, mas não obteve retorno.

Placa destruída por deputados em 2018

Durante a campanha eleitoral de 2018, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PRD-RJ) e o ex-deputado Daniel Silveira (sem partido-RJ) destruíram uma placa em homenagem a Marielle similar ao que foi vandalizada na semana passada. Silveira está preso desde fevereiro por descumprir medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais, no processo em que ele foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por ataques antidemocráticos.

Em 2018, placa com nome de Marielle Franco foi quebrada por deputados bolsonaristas
Em 2018, placa com nome de Marielle Franco foi quebrada por deputados bolsonaristas
Foto: @RodrigoPiresAmorim via Facebook / Estadão

A placa foi colocada em uma das esquinas da Praça Floriano, onde se localiza a Câmara Municipal do Rio, por aliados da vereadora assassinada. Na época, Amorim afirmou que a sinalização foi colocada em uma suposta violação ao patrimônio público. "Cumprindo nosso dever cívico, removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal (em referência a Floriano Peixoto, presidente do Brasil entre 1891 e 1894)", disse o deputado estadual.

Em março de 2021, quando a execução da vereadora completou três anos, a Prefeitura do Rio inaugurou uma nova placa com o nome de Marielle no local onde ficava a antiga. Além do nome da vereadora, a nova sinalização incluiu a inscrição: "Brutalmente assassinada em 14 de março de 2018 por lutar por uma sociedade mais justa".

Estadão
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