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Política

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Gilmar minimiza defesa de impeachment de ministros do STF por candidatos da direita ao Senado

Ministro diz que se alguém com essa bandeira se tornar senador terá imensas dificuldades de implementá-la; PL projeta terminar as eleições de outubro com a maior bancada do Senado

19 ago 2026 - 12h16
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BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta quarta-feira, 19, considerar "equívoco" a defesa do impeachment de integrantes da Corte feita por candidatos de direita ao Senado. Segundo ele, mesmo que algum desses nomes consiga se eleger, não terá condições de levar o processo adiante.

"Eu acho que, primeiro, é um equívoco, mas é um equívoco compreensível, porque certamente algumas pesquisas indicam que isto tem um apelo eleitoral. Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, ele terá imensas dificuldades de implementá-la. Por quê? Porque o todo institucional caminhará talvez num outro sentido", disse o decano do STF à imprensa, após participar da abertura da 5ª edição do Fórum Saúde, promovido pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil, em Brasília.

Gilmar Mendes disse que mesmo que algum dos nomes da direita consiga se eleger não terá condições de levar o processo adiante
Gilmar Mendes disse que mesmo que algum dos nomes da direita consiga se eleger não terá condições de levar o processo adiante
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Questionado se há risco de impeachment de ministros caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República, Gilmar respondeu: "Não avalio, não imagino e também não vou trabalhar sobre cenários neste momento".

Flávio vem defendendo a destituição de integrantes do STF e tenta construir maioria no Senado para levar o plano adiante a partir de 2027. Cabe à Casa Alta abrir o processo, com o apoio mínimo de 54 dos 81 senadores.

Como mostrou o Estadão, mesmo projetando terminar as eleições de outubro com a maior bancada no Senado, com 28 parlamentares, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro vai continuar dependendo de simpatizantes da pauta bolsonarista para aprovar suas principais bandeiras, como impeachment de ministros do STF e anistia irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

No Senado, há três quóruns necessários para avançar com propostas. Maioria simples para aprovar projetos; pelo menos 49 votos para aprovar propostas de emenda à Constituição; e apoio de 54 senadores para conseguir a meta de destituir um ministro do Supremo ou presidente da República.

Estadão
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