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Política

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Flávio votou contra reforma tributária, mas promete enviar ao Congresso uma nova regulamentação

20 ago 2026 - 16h34
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Resumo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, enviará ao Congresso uma nova regulamentação para a reforma tributária. Crítico da alíquota estimada de 28% do IVA, o senador, que votou contra o texto aprovado, defende equilibrar a carga tributária e priorizar a redução de impostos sobre os setores de comércio e serviços. Em evento em São Paulo, Flávio também culpou a gestão do presidente Lula pelo endividamento de cerca de 82 milhões de brasileiros.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira, 20, que, se eleito, enviará ao Congresso Nacional uma nova regulamentação da reforma tributária. O senador criticou a alíquota estimada do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), próxima de 28%, e prometeu buscar maior equilíbrio na distribuição da carga entre os setores da economia.

"O governo tem que mandar para o Congresso Nacional a regulamentação dessa reforma tributária, com um cálculo e uma explicação de por que vai chegar nessa alíquota de 28%. A gente vai ter que encontrar um mecanismo de maior equilíbrio", declarou.

Flávio, que votou contra a reforma no Senado, afirmou que o texto aprovado contém aspectos positivos, mas ficou "muito desequilibrado". Segundo ele, já era possível prever durante a tramitação que as mudanças provocariam aumento excessivo da carga tributária.

"Votei contra a reforma tributária porque estava óbvio que aumentaria demais a carga tributária. Um IVA de 28% é algo que não dá para entender", disse.

O candidato prometeu priorizar a redução dos tributos incidentes sobre o setor produtivo, principalmente sobre as atividades de comércio e serviços. "Não vou descansar enquanto a gente não reduzir essa carga tributária em cima, principalmente, dos setores de serviços e comércio", afirmou.

Flávio afirmou que a trajetória da dívida pública acompanha o endividamento da população e atribuiu ao governo Lula a dívida de 82 milhões de brasileiros. O dado citado é similar ao divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Serasa, embora não tenha informado a fonte.

"Quando o governo se endivida, as famílias brasileiras se endividam. Se você olhar o gráfico, é a mesma curva ascendente. Essa dívida que mais de 82 milhões de brasileiros têm não é deles, é do Lula", afirmou.

As declarações foram dadas durante almoço com o governador e candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), no Hocca Bar, no Shopping Plaza Mooca, na zona leste paulistana. O encontro foi organizado pelo vereador João Jorge (MDB).

Estadão
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